Sábado, 11 de Julho de 2020
Produção

Área técnica se ajusta para manutenção da produção de ovos em meio à pandemia de Covid-19
Campinas, 25 de Junho de 2020 - Uma coisa é certa: as galinhas não sabem que estamos vivenciando uma pandemia e com isso, os cuidados relativos à nutrição, ambiência, sanidade, manejo e genética continuam sendo necessários para que o produtor continue produzindo ovos de maneira econômica e respeitando os critérios de segurança alimentar.

Os profissionais técnicos, médicos veterinários e zootecnistas, tão habituados às visitas presenciais às granjas de postura estão tendo que se adaptar e, assim como outras diversas categorias, alteraram - e muito - seu sistema de trabalho.

De acordo com Diogo Tsuyoshi Ito , Coordenador Técnico da Hisex – Hendrix Genetics, algumas visitas têm sido presenciais e outras virtuais. “Quando da realização de visitas presenciais todos os cuidados relativos ao distanciamento social, procedimentos de desinfecção e limpeza, uso de máscaras e atenção a quaisquer sintomas relativos à Covid-19 têm sido tomadas, seja para preservar a própria saúde bem como para preservar a saúde quem depende de nosso trabalho, clientes, familiares, amigos”, explicou.



Diogo Tsuyoshi Ito , Coordenador Técnico da Hisex – Hendrix Genetics

Diogo Ito afirma que o uso de tecnologias (aplicativos de conversa, vídeo conferências) é importante e útil. “Além de reduzir a impessoalidade de um e-mail ou ligação telefônica, permite que determinadas orientações técnicas possam ser repassadas numa conversa mais próxima permitindo pequenos grupos de discussão. Em alguns casos, reduzimos as necessidades de deslocamentos. Mas mesmo assim, a produção animal continua dependendo da interação homem-animal”, apontou.

As granjas de postura tem se situado de maneira muito responsável em meio à pandemia, respeitando os limites que a produção de alimentos demanda, conta Diogo Ito. “Não é possível produzirmos alimentos na base do home office. Felizmente, os conhecimentos relativos à biosseguridade nos ajudaram a se adaptar mais rapidamente ao "novo normal". Muitas famílias dependem dos proventos proporcionados pelo trabalho. Contudo, independente se a pessoa é dona da granja ou a pessoal responsável por coletar ovos nos galpões, todos somos pessoas e todos devemos tomar os devidos cuidados que são recomendados pelos órgãos competentes, como Organização Mundial da Saúde, Ministério da Saúde e Secretarias Estaduais e Municipais”, disse. “Além disso, claro, adaptações nos escritórios têm sido implantadas, como por exemplo, afastamento de pessoas dos grupos de risco, dentre outros cuidados”, destacou.

Diogo Ito ainda aponta que o Brasil continua vivenciando uma fase de aumento de consumo de ovos e isto abre possibilidade para aumento de alojamentos. “Com isso, os cuidados básicos continuam sendo válidos nas diferentes áreas de conhecimento (nutrição, sanidade, genética, manejo, ambiência). Passaremos por momentos difíceis na economia brasileira, muitos brasileiros perderam poder aquisitivo e isso aumenta a responsabilidade da cadeia produtora de ovos em continuar oferecendo um alimento seguro, prático e acessível à população”, disse. “Além disso, as movimentações das diferentes economias do mundo têm influenciado os custos de produção no Brasil, mais do que nunca é necessária a avaliação do desempenho financeiro das granjas e quais combinações de insumos (como galinhas, ingredientes da ração, vacinas, equipamentos, etc) proporcionam o melhor retorno econômico para que o setor continue produzindo bem e gerando empregos”, finalizou.
(AviSite) (Redação)
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