Segunda-feira, 17 de Fevereiro de 2020
Produção

IBGE: dois anos atrás, 44 mil estabelecimentos agropecuários criavam galináceos no Brasil
Campinas, 06 de Novembro de 2019 - Em seu censo agropecuário realizado em 2017, o IBGE detectou a existência, no Brasil, de mais de 44 mil estabelecimentos com criação de galináceos (galinhas, galos, frangos, frangas e pintos). Não se pode afirmar que fossem estabelecimentos exclusivamente avícolas, pois o recenseamento abrangeu criações desde 200 cabeças. Mas, sem dúvida, os estabelecimentos com mais de 10 mil cabeças – e que representaram perto de 55% do número total – devem corresponder a granjas avícolas.

Embora os números divulgados não façam referência ao tipo de ave criada (frangos ou poedeiras, matrizes ou comerciais), é natural constatar que a liderança no ranking pertence à Região Sul. Ela detém 45% dos estabelecimentos com galináceos, sendo que 83% deles contam com um plantel superior a 10 mil aves.

Na sequência, com perto de 18% do número total de estabelecimentos, vem a Região Sudeste. Onde há um quase equilíbrio entre os estabelecimentos com até 10 mil e aqueles com mais de 10 mil cabeças. Os últimos corresponderam a 55% do total e os com menos de 10 mil cabeças foram 45% do total.

Contando com 12% dos 44.036 estabelecimentos existentes no Brasil, o Centro-Oeste revelou que é dominado por unidades com, no máximo, 10 mil cabeças: elas representaram 72% do total regional. Porém, dado o significativo porte da produção avícola local fica claro que, embora representando apenas 28% do total, os estabelecimentos remanescentes têm capacidade muito superior a 10 mil aves.

Com 16% do total nacional, o Nordeste apresentou um número de estabelecimentos superior ao do Centro-Oeste e muito próximo ao registrado no Sudeste. Mas quem liderou o segmento foram os estabelecimentos com até 10 mil aves (80% do total regional).

A mesma situação – mas com índices ainda maiores – se aplica à Região Norte, onde 93% dos estabelecimentos com aves tinham menos de 10 mil cabeças cada. A Região, por sua vez, deteve perto de 9% do número total, nacional, de estabelecimentos com galináceos.



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(Ovosite) (Redação)
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