Domingo, 23 de Fevereiro de 2020
Revista do AviSite

Um breve panorama do mercado avícola
Campinas, SP, 16 de Setembro de 2019 - Como se comportou o mercado avícola de corte em agosto e no primeiro semestre de 2019? De acordo com nossos analistas, o frango vivo comercializado no interior paulista percorreu todo o mês de agosto com a mesma cotação alcançada em 18 de junho passado. Dessa forma, completou no sábado (31) 75 dias cotado a R$3,30/kg, valor que representa incremento de 10% sobre os R$3,00/kg de um ano atrás.

A estabilidade de preço não significou estabilidade de mercado. Esperava-se, para o mês, maior dinamismo na procura, já que agosto marca o reinício do ano letivo e o fim das férias de parte da população. Isto, além de contar com uma data comemorativa, o Dia dos pais.

Porém, o mercado manteve o mesmo comportamento anterior, ou seja, remunerou pela cotação referencial o frango vivo pré-negociado, mas continuou sujeitando a descontos – variáveis, conforme as necessidades das partes – as ofertas spot, vindas especialmente de integrações como estratégia para manter os preços do frango abatido.

Menor oferta no 1º semestre: deduzidos do potencial de produção estimado pelo AviSite os embarques apontados pela SECEX/ME, tem-se a disponibilidade interna de carne de frango aparente apontada na tabela abaixo.

Em síntese, o que se projetou em relação ao potencial de produção foi um aumento de 2,5%, enquanto as exportações do período – representando 28,6% do potencial estimado – aumentaram 12%. O efeito disso foi uma disponibilidade interna aparente quase 1% menor que a do mesmo semestre de 2018.

Embarques totais de carne de frango aumentaram pouco: enquanto os resultados iniciais da SECEX/ME (relativos, exclusivamente, ao produto in natura) mostram queda de 0,14% nos embarques de carne de frango de julho, o total consolidado (englobando também os industrializados de frango e a carne de frango salgada) aponta aumento próximo de meio por cento em relação ao mês anterior.
Assim, embora tenham correspondido ao maior volume dos últimos onze meses, as pouco mais de 378 mil toneladas embarcadas em julho superaram em apenas 1,8 mil toneladas o que foi exportado em junho, resultado que, de certa forma, surpreende, pois julho teve quatro dias úteis a mais que o mês anterior.

Volume produzido: ainda em destaque, o levantamento mensal da APINCO apontou que em junho passado, fechando o primeiro semestre do ano, foram produzidos no Brasil pouco mais de 511 milhões de pintos de corte, resultado que representou aumento de 5% sobre o mesmo mês do ano anterior, ocasião em que, ainda afetado pela greve dos caminhoneiros, o setor produziu menos de 500 milhões de pintos de corte.

Comparativamente ao que foi produzido no mês anterior (541,082 milhões de cabeças em maio de 2019), o volume de junho recuou perto de 5,5%. Considerado, porém, que junho tem um dia a menos, o recuo efetivo cai para 2,32%.

Agora, em seis meses, o total produzido chega aos 3,160 bilhões de pintos de corte, 6% a mais que o registrado em 2018.

Acompanhe mais destaques em sua edição de Setembro da Revista da AviSite! Boa leitura!

(AviSite) (Redação)
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