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Milho: alta do dólar sustenta valorizações no Brasil nesta 4ª feira
Campinas, SP, 25 de Junho de 2020 - Ontem, a quarta-feira (24) chegou ao final com os preços do milho no mercado físico brasileiro subindo acompanhando as movimentações cambiais. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas desvalorizações apenas em Cascavel/PR (1,27% e preço de R$ 39,00) e Porto de Santos/SP (2,94% e preço de R$ 49,50).

Já as valorizações apareceram nas praças de Pato Branco/PR (1,24% e preço de R$ 40,70), Ubiratã/PR e Marechal Cândido Rondon/PR (1,28% e preço de R$ 39,50), Eldorado/MS (1,35% e preço de R$ 37,50), Campo Novo do Parecis/MT (1,56% e preço de R$ 32,50) e Porto Paranaguá/PR (2,13% e preço de R$ 48,00).

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, o mercado físico milho não teve alterações relevantes em São Paulo. “As ofertas do cereal estão relativamente enxutas, mas o comprador também segue recuado, e isto deixa o mercado equilibrado. Em Campinas-SP, as referências giram ao redor de R$48,00-R$48,50/sc, CIF, 30d”.

A Agrifatto Consultoria ainda destaca o papel importante das movimentações cambiais e do avanço dos trabalhos de colheita da segunda safra brasileira nas principais regiões produtoras para a formação das cotações brasileiras.

B3

Após abrir o dia em campo misto, os preços futuros do milho operaram em alta nesta quarta-feira na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações positivas entre 0,33% e 1,49% por volta das 16h21 (horário de Brasília).

O vencimento julho/20 era cotado à R$ 45,95 com elevação de 0,33%, o setembro/20 valia R$ 44,25 com valorização de 1,49%, o novembro/20 era negociado por R$ 47,00 com ganho de 1,08% e o janeiro/21 tinha valor de R$ 49,00 com alta de 1,41%.

Quem puxou os contratos brasileiros do cereal foi o dólar, que subia 3,13% e era cotado à R$ 5,31 por volta das 16h26 (horário de Brasília).

No período entre fevereiro e junho as exportações brasileiras de milho foram bastante menores em comparação com as registradas em 2019. De acordo com análise da Agrinvest, a diminuição do apetite de compras do Irã e a ocupação dos espaços dos portos pela soja foram os fatores que impactaram nessa diminuição.

A partir de agora, os volumes devem retomar seu crescimento conforme os trabalhos de colheita nas principais regiões produtoras vão avançando durante julho, agosto e setembro. Porém, o analista de mercado da Agrinvest, Marcos Araújo, alerta para a possibilidade de redução na exportação a partir de outubro.

Segundo o analista, o início da colheita no hemisfério norte deve reduzir o custo do cereal ucraniano, que ficaria cerca de US$ 5,00 mais barato por tonelada em comparação com o brasileiro.

Esse movimento tem capacidade para estimular ações de watchout com e redestinação de volumes originalmente destinados à exportação para atender o mercado interno brasileiro, que já registra um salto importante da recuperação da rentabilidade do etanol de milho e pode acompanhar uma retomada das margens do setor de suínos.

Sendo assim, Araújo não acredita que devemos ter dificuldades na liquidez do cereal no país, já que as estimativas para o estoque de passagem ao final de janeiro de 2021 variam entre 2 milhões de toneladas (caso as exportações cheguem à estimativa inicial de 34 milhões) e 6,5 milhões de toneladas (caso as exportações caiam para 30 milhões), patamar similar ao de 2021.

Diante deste cenário, o analista aponta que a rentabilidade do produtor brasileiro de milho segue elevada e que a estratégia de comercialização vai depender os custos de cada um, pensando em vender sua safra neste momento, buscar opções de seguros de alta ou aguardar para vender lá na frente.

Mercado Externo

Já os preços internacionais do milho futuro foram perdendo força ao longo da quarta-feira na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram movimentações negativas entre 0,75 e 4,00 pontos ao final do dia.

O vencimento julho/20 foi cotado à US$ 3,24 com baixa de 0,75 pontos, o setembro/20 valeu US$ 3,27 com perda de 2,00 pontos, o dezembro/20 foi negociado por US$ 3,33 com queda de 3,00 pontos e o março/21 teve valor de US$ 3,44 com desvalorização de 4,00 pontos.

Esses índices representaram baixas, com relação ao fechamento da última terça-feira, de 0,31% para o julho/20, de 0,61% para o setembro/20, de 0,89% para o dezembro/20 e de 1,15% para o março/21.

Segundo informações da Agência Reuters, os futuros do milho foram menores uma vez que as previsões de chuvas e o calor estressante das culturas no cinturão agrícola do Meio-Oeste americano aumentaram as perspectivas de produção.

A publicação aponta ainda que, os mercados externos fracos também pairavam sobre o futuro dos grãos, com ações e petróleo apresentando perdas acentuadas, à medida que as crescentes taxas de infecção por Coronavírus provocavam temores de medidas de bloqueio e danos econômicos renovados.

“O clima parece realmente bom no geral e isso limitará qualquer avanço para milho. E os fatores externos, com a Dow e o petróleo bruto em queda, estão diminuindo o risco”, disse Brian Hoops, presidente da Midwest Market Solutions.

Karl Plume da Reuters Chicago destaca por fim, que as previsões de chuvas no Meio-Oeste e de temperaturas geralmente amenas atenuaram as preocupações com as lavouras de milho recentemente plantadas.
(Notícias Agrícolas) (Guilherme Dorigatti)
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