Sábado, 11 de Julho de 2020
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Milho cai no mercado físico, mas sobe nas bolsas nesta 5ª feira
Campinas, SP, 05 de Junho de 2020 - Ontem, a quinta-feira (04) chegou ao final com os preços do milho no mercado físico brasileiro se movimentando mais no lado negativo. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas valorizações apenas em Brasília/DF (6,67% e preço de R$ 40,00).

Já as desvalorizações apareceram nas praças de Palma Soa/SC (1,14% e preço de R$ 43,50), Marechal Cândido Rondon/PR (1,28% e preço de R$ 38,50), Eldorado/MS (1,35% e preço de R$ 36,50), Cascavel/PR (2,50% e preço de R$ 39,00), Londrina/PR (2,56% e preço de R$ 38,00), São Gabriel do Oeste/MS (2,63% e preço de R$ 37,00) e Tangará da Serra/MT (2,86% e preço de R$ 34,00).

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, o mercado físico do milho perdeu a força nos últimos dias. “Os dois principais motivos são o recuo do preço do dólar e a queda das cotações da soja. Isto estimula o produtor a vender parte dos estoques de milho. Com isto, a referência em Campinas-SP gira ao redor de R$48-R$49/sc, CIF,30d”.

A analista de mercado da INTL FCStone, Ana Luiza Lodi, comenta que, apesar dessa não ser uma produção recorde, ainda é um volume considerado alto e tem força para pressionar as cotações, que mesmo caindo neste momento, seguem em patamares mais elevados do que os dos últimos anos.

Segundo a analista, o que pode atuar na contra mão sustentando as cotações são as exportações, que foram fracas até aqui em 2020, mas devem retomar a força neste segundo semestre. A expectativa da INTL FCStone é que o Brasil exporte algo entre 30 e 35 milhões de toneladas e o alto volume já negociado desta safra ajuda nesta previsão.

B3

A Bolsa Brasileira (B3) registrava valorizações para os preços futuros do milho na Bolsa Brasileira (B3) nesta quinta-feira. As principais cotações registravam movimentações positivas entre 0,37% e 0,77% por volta das 16h21 (horário de Brasília).

O vencimento julho/20 era cotado à R$ 43,90 com alta de 0,37%, o setembro/20 valia R$ 43,13 com elevação de 0,68%, o novembro/20 era negociado por R$ 45,80 com ganho de 0,77% e o janeiro/21 tinha valor de R$ 47,00 com valorização de 0,75%.

As movimentações cambiais ajudaram aos preços subirem durante o dia. A moeda americana subia 1,23% e era cotado à R$ 5,12 por volta das 16h22 (horário de Brasília).

Mercado Externo

Os preços internacionais do milho futuro também subiram nesta quinta-feira na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram movimentações positivas entre 4,50 e 5,00 pontos ao final do dia.

O vencimento julho/20 foi cotado à US$ 3,29 com valorização de 5,00 pontos, o setembro/20 valeu US$ 3,33 com elevação de 4,75 pontos, o dezembro/20 foi negociado por US$ 3,42 com ganho de 4,50 pontos e o março/21 teve valor de US$ 3,55 com alta de 4,50 pontos.

Esses índices representaram valorizações, com relação ao fechamento da última quarta-feira, de 1,54% para o julho/20, de 1,52% para o setembro/20, de 1,18% para o dezembro/20 e de 1,43% para o março/21.

Segundo informações da Agência Reuters, os contratos futuros de milho seguiram a tendência firme apresentada na soja e no trigo, com o dólar mais fraco aumentando as perspectivas de exportação de grãos e oleaginosas nos Estados Unidos.

Mesmo assim, a resistência do gráfico persiste perto dos US$ 3,30 por bushel. “A demanda por milho é tão ruim e a oferta é tão grande que realmente vai sofrer aqui”, disse Jack Scoville, analista de mercado do Price Futures Group.

A publicação ainda desta que, o clima está favorável para culturas no cinturão de milho dos Estados Unidos, com temperaturas quentes e chuvas periódicas, o que deve aumentar o potencial de produção destas safras.
(Notícias Agrícolas) (Guilherme Dorigatti)
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