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Milho: mercado físico brasileiro se movimenta pouco nesta terça-feira
Campinas, SP, 03 de Junho de 2020 - Ontem, a terça-feira (02) chegou ao fim com os preços do milho no mercado físico brasileiro praticamente inalterados. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, não foi percebida nenhuma valorização.

Já as desvalorizações apareceram apenas nas praças de Porto Paranaguá/PR (1,09% e preço de R$ 45,50), Brasília/DF (1,30% e preço de R$ 38,00) e Cândido Mota/SP (2,95% e preço de R$ 42,70).

Em seu reporte diário, a Radar Investimentos apontou que há pouco espaço para variações bruscas no mercado físico do milho. “Sem valorizações relevantes e sem quedas palpáveis, as atenções voltam-se ao clima e as condições da safra norte-americana”.

O Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária) divulgou relatório apontando que o estado deve produzir 32,86 milhões de toneladas de milho na safra 2019/20, o que seria a maior produção da série histórica do Instituto.

Este volume é 599 mil toneladas superior ao registrado na última safra 2018/19 e é sustentado pelo aumento de 6,90% na área cultivada com relação ao ano passado, atingindo os 5.193.372 milhões de hectares cultivados no ciclo 2019/20.

Já a projeção de produtividade, também subiu com relação a semana anterior, mas segue menor do que a da temporada passada. O Imea aponta que a safra 2019/20 vai colher 105,46 sacas por hectare, subindo 0,46% nos números semanais e ficando 0,05% menor do que as 110,68 sacas por hectare de 2018/19.

“A melhora nos acumulados de chuva em grande parte das regiões do estado, contribuiu para o desenvolvimento final dos grãos e a ligeira elevação na produtividade”, diz o relatório.

A colheita da segunda safra também avançou nos últimos sete dias e já foi finalizada em 1,58% da área, subindo 0,89 pontos percentuais na semana. Como reflexo disso, o Indicador Imea MT recuou novamente e fechou a última sexta-feira (29) em R$ 36,72 a saca, redução de 2,70%.

A comercialização do milho mato-grossense também avançou. O mês de maio se encerrou com 81,99% da safra 2019/20 já negociada, índice 19,70 pontos percentuais maior do que os 62,29% registrados neste período de 2019 para a safra 2018/19. Já a próxima safra 2020/21 finalizou o quinto mês do ano com 29,47% de vendas.

B3

A Bolsa Brasileira (B3) operou a maior parte da terça-feira no campo negativo para os primeiros preços futuros do milho. As principais cotações registravam flutuações entre 1,48% negativo e 0,06% positivo por volta das 16h21 (horário de Brasília).

O vencimento julho/20 era cotado à R$ 44,30 com desvalorização de 1,23%, o setembro/20 valia R$ 43,15 com queda de 1,48%, o novembro/20 era negociado por R$ 46,10 com perda de 0,65% e o janeiro/21 tinha valor de R$ 47,30 com alta de 0,06%.

Os contratos do cereal no Brasil responderam aos trabalhos de colheita da segunda safra brasileira que começou recentemente nas principais regiões produtoras e ao movimento de câmbio, já que o dólar caia 2,77% por volta das 16h16 (horário de Brasília) e era cotado à R$ 5,21.

Mercado Externo

Já a Bolsa de Chicago (CBOT) fechou a terça-feira acumulando ganhos para os preços internacionais do milho futuro. As principais cotações registraram movimentações positivas entre 1,00 e 2,75 pontos ao final do dia.

O vencimento julho/20 era cotado à US$ 3,24 com alta de 1,00 ponto, o setembro/20 valeu US$ 3,28 com elevação de 1,25 pontos, o dezembro/20 era negociado por US$ 3,38 com ganho de 2,25 pontos e o março/21 tinha valor de US$ 3,50 com valorização de 2,75 pontos.

Esses índices representaram altas, com relação ao fechamento da última segunda-feira, de 0,31% para o julho/20, de 0,31% para o setembro/20, de 0,90% para o dezembro/20 e de 0,86% para o março/21.

Segundo informações da Agência Reuters, os contratos futuros de milho subiram com os fundos de commodities detendo uma grande posição líquida vendida nos futuros de milho CBOT, deixando o mercado vulnerável a ataques de cobertura curta.

O mercado ainda segue de olho no clima para a safra nos Estados Unidos, que era geralmente favorável para milho. O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) disse que o progresso do plantio atingiu 93% para o milho, patamar acima da média dos últimos cinco anos.

Tags: Milho
Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas
(Notícias Agrícolas) (Guilherme Dorigatti)
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