Sexta-feira, 10 de Julho de 2020
Saúde Pública

Ministério da Agricultura recomenda que sacrifício de animais seja última opção

Pasta emitiu documento com recomendações para eventual sacrifício.
São Paulo, SP, 01 de Junho de 2020 - O Ministério da Agricultura emitiu no início de maio um documento com recomendações oficiais para o eventual sacrifício de animais. O Valor teve acesso à lista de orientações feitas para a possível necessidade de aplicação da medida em meio ao fechamento de frigoríficos devido à pandemia da covid-19.

A Pasta reforça que o “despovoamento” só deve ser considerado como último recurso, mas que já deve estar previsto em um plano de contingência da propriedade rural ou da empresa ou cooperativa responsável pelo plantel. O plano deve conter métodos de sacrifício, destinação de carcaças e resíduos e os procedimentos operacionais para as ações.

O ministério recomenda a adoção de “todas as medidas possíveis para adequação entre oferta de animais e a capacidade de abate” para evitar o sacrifício. Entre as ações orientadas, está o redirecionamento dos “animais para abate em outros estabelecimentos, com aproveitamento máximo da capacidade instalada dos abatedouros frigoríficos da região”.

No documento, o atraso no ciclo de produção também é citado como uma das medidas para tentar evitar o sacrifício. Reduzir a oferta no campo é outra possibilidade, já feita quando há condições adversas de mercado, como demanda enfraquecida ou oferta excessiva. Nesses momentos, a adequação é realizada, por exemplo, por meio do descarte antecipado de matrizes ou ajustes do manejo reprodutivo e nutricional dos plantéis.

No caso de abate dos animais em outro frigorífico que não aquele ao qual o animal seria originalmente destinado, a logística de deslocamento é responsabilidade das empresas, mas o ministério acompanha para o processo de inspeção.

“Quando existe o remanejamento, os Serviços de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoas) comunicam-se entre si para organizar a inspeção”, explicou uma fonte da indústria. O ministério diz que autoriza abates em turnos extras para suprir a demanda. Se o sacrifício for necessário, o ministério diz que ele deve ser feito segundo recomendações dos órgãos estaduais de sanidade agropecuária, e desde que previamente autorizado. O abatedouro interditado depende de autorização para ser utilizado para o sacrifício. Caso contrário, a atividade deve ser realizada em propriedade rural definida no plano de contingência.

O documento do ministério da Agricultura diz que a ação precisa respeitar normas de bem-estar animal e ser comunicada ao órgão de sanidade local com o registro das atividades em formulário e a regularização de saldo de animais em sistema informatizado.

Conforme o veterinário Adroaldo Zanella, especialista em bem-estar animal e professor da Universidade de São Paulo (USP), o sacrifício, quando estritamente necessário, precisa seguir as regras do Conselho Federal de Medicina Veterinária. Um veterinário treinado precisa acompanhar o processo. No caso das aves, um dos métodos utilizados para o sacrifício nas granjas é uso de dióxido de carbono (CO2), distribuído por meio de uma espuma que induz ao estado de insensibilização e, consequentemente, leva os frangos à morte.

De acordo com Zanella, o sacrifício de animais por causa da pandemia vem preocupando a comunidade veterinária em todo o mundo. Na semana passada, ele participou de uma reunião sobre o tema com representantes da Comissão Europeia, Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e membros da associação de veterinários dos EUA, União Europeia e de São Paulo.
(Valor Econômico) (Rafael Walendorff)
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