Quarta-feira, 15 de Julho de 2020
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Milho se movimenta pouco no mercado físico brasileiro
Campinas, SP, 26 de Maio de 2020 - Ontem, a segunda-feira (25) chegou ao final com os preços do milho pouco modificados no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, não foram percebidas valorizações em nenhuma praça.

Já as desvalorizações apareceram apenas em Rio Verde/GO (1,37% e preço de R4 36,00), Jataí/GO (1,37% e preço de R$ 36,00) e Amambai/MS (2,38% e preço de R$ 41,00).

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, os negócios giraram ao redor de R$50,00 e R$51,00/saca, CIF, 30 dias no mercado físico paulista. “O comprador ficou retraído com a redução do alojamento de frangos e suínos. Por outro lado, o vendedor também está mais cauteloso com as variações do dólar e a queda da temperatura”.

Ainda nesta segunda-feira, o Cepea divulgou sua nota semanal apontando que os valores do milho têm registrado comportamentos opostos dentre as regiões acompanhadas pelo Cepea. “Enquanto no interior do Paraná os preços sobem, em algumas praças paulistas e do Centro-Oeste as cotações registram leves quedas”.

Segundo colaboradores do Cepea, esse cenário se deve às diferentes condições de mercado dentre as praças pesquisadas, como oferta, demanda e, principalmente, clima. “No Paraná, a disputa por milho está mais acirrada no interior do estado, o que tem mantido os valores acima dos observados no mercado disponível do porto de Paranaguá (PR). Em São Paulo e no norte do PR, agricultores temem que a falta de chuva prejudique o potencial produtivo das lavouras e, com isso, muitos estão retraídos das vendas”.

Apesar disso, a pressão compradora e a oferta de milho de outros estados têm resultado em leves desvalorizações. “No Centro-Oeste, o clima tem sido mais favorável aos trabalhos de campo e ao desenvolvimento das lavouras. Com isso, as perspectivas são de produtividade elevada, o que tem resultado em queda nos preços em algumas regiões, como em Rondonópolis”.

Na região de Campinas (SP), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa caiu leve 0,16% entre 15 e 22 de maio, fechando a R$ 50,49/sc na sexta-feira, 22.

B3

Na Bolsa Brasileira (B3) os preços futuros do milho operaram em baixa durante esta segunda-feira (25). As principais cotações registravam movimentações negativas entre 1,52% e 2,11% por volta das 16h28 (horário de Brasília).

O vencimento julho/20 era cotado à R$ 46,14 com queda de 1,52%, o setembro/20 valia R$ 44,15 com desvalorização de 2,11% e o novembro/20 tinha valor de R4 47,12 com perda de 1,53%.

De acordo com a Agrifatto Consultoria, a safrinha se aproxima cada vez mais, e apesar de algumas perdas serem irreversíveis no Paraná, as chuvas do final de semana deram certo alento aos plantios que foram feitos fora da janela ideal.

Além disso, as cotações seguiram a tendência de movimentação cambial deste início de semana. Por volta das 16h42 (horário de Brasília) o dólar era cotado à R$ 5,45, caindo 1,45% ante ao real.
(Notícias Agrícolas) (Guilherme Dorigatti)
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