Domingo, 24 de Maio de 2020
Matérias-Primas

Soja: oferta restrita no Brasil dá suporte aos preços no mercado nacional
Campinas, SP, 20 de Maio de 2020 -

Nesta terça-feira (19), o mercado da soja na Bolsa de Chicago registrou uma nova rodada de estabilidade e preços encerrando o dia com leves perdas. Os futuros da oleaginosa terminaram o dia com baixas de pouco mais de 2 pontos, levando o julho a US$ 8,42 e o agosto a US$ 8,45 por bushel.

No Brasil, o dólar registrou um novo dia de queda frente ao real e volta a operar na casa dos R$ 5,70, mantendo certa pressão sobre os preços da soja no mercado brasileiro. As notícias mais positivas vindas do mercado financeiro diante de melhores perspectivas sobre a pandemia do coronavírus dá espaço a este movimento e traz a moeda norte-americana a este patamar.

"E temos que ficar atentos porque a baixa do dólar pode continuar porque a moeda norte-americana estava muito valorizada", diz Vlamir Brandalizze, consultor de mercado da Brandalizze Consulting.

Assim, os indicativos nos portos nacionais para a oleaginosa continuam mostrando um início de semana mais calmo, de poucos negócios, e valores ainda na casa de R$ 2,00 por saca mais baixos do que as referências da semana passada. "Os indicativos nos portos (para a soja disponível) estão entre R$ 114,00 e R$ 116,00, e mostrando fragilidade em função, principalmente, do dólar mais fraco", explica o consultor.

O que contribui para um bom suporte para os preços da soja no mercado brasileiro é a oferta de produto bastante restrita e se ajustando cada vez mais diante das exportações fortes. Somente nas duas primeiras semanas de maio, de acordo com dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), são mais de 8,7 milhões de toneladas já embarcadas.

Em todo 2020, o volume acumulado passa de 43 milhões de toneladas, contra pouco mais de 30 milhões no mesmo período de 2019. Contabilizando todo o complexo soja, as exportações brasileiras superam 50 milhões de toneladas.

"O ritmo dos negócios é muito acelerado, já temos 85% da safra negociada, vai sobrando muito pouco para o segundo semestre e obriga o setor industrial a ficar atento para a escassez de soja que pode haver no final do ano", completa Brandalizze.

Com a baixa disponibilidade de produto no Brasil, a soja norte-americana passa a ser a mais acessível para a China neste momento. As expectativas são de que as compras da nação asiática cresçam no mercado dos EUA frente não só a menor oferta brasileira, mas também como forma de o país cumprir a Fase Um do acordo comercial com os americanos.

A China ainda precisa comprar, segundo explicam os analistas da Agrinvest Commodities, cerca de 43 milhões de toneladas entre agosto e o final de janeiro para estar adequadamente abastecida. "E boa parte desse volume deverá ser comprado nos EUA", acreditam os executivos da Agrinvest Commodities.

BOLSA DE CHICAGO

Na Bolsa de Chicago, essas perspectivas de uma melhora da demanda chinesa no mercado norte-americano é um dos principais fatores de suporte para as cotações da soja. Todavia, o mercado precisa ver volumes maiores sendo adquiridos pela nação asiática para promover um avanço mais consistente dos preços no cenário internacional.

Até que isto aconteça e com o plantio evoluindo bem nos EUA, com o clima contribuindo para os trabalhos de campo em quase todas as regiões produtoras do país, o mercado segue caminhando de lado e sem apresentar grandes mudanças.

"Não há muito o que se falar sobre o mercado hoje. Sem demanda da China pela soja ainda esta semana, não temos grandes novidades", diz o analista de mercado e diretor da Price Futures Group, Jack Scoville, ao portal norte-americano Agriculture.com.

De acordo com o boletim semanal de acompanhamento de safras do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o plantio da soja foi concluído em 53% da área, também dentro do intervalo esperado pelos traders, de 50% a 63%. O número da semana anterior era de 38%, do ano passado de 16% e a média plurianual é de 38%.

O boletim traz a informação ainda de que 18% dos campos da oleaginosa já germinaram, contra a média de 12% dos últimos anos, 7% da semana anterior e 4% do ano passado, nessa mesma época.
(Notícias Agrícolas) (Carla Mendes)
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