Terça-feira, 14 de Julho de 2020
Mercado

Demanda por carne de frango e suína segue sustentada

Mas isolamento em linha pode trazer impactos.
Campinas, SP, 26 de Março de 2020 - "As pessoas estão em casa, mas não pararam de comer", explica o consultor Osler Desouzart, da ODConsulting. segundo ele, apesar da "política de terra arrasada que está sendo feita pela TV", a indústria brasileira segue produzindo, e as demandas interna e externa continuam "muito bem, obrigada". Apesar do cenário atual de manutenção da produção de alimentos e de consumo, Desouzart alerta que, se as medidas de isolamento em linha continuarem a serem impostas por prefeitos e governadores, há risco de impacto na demanda e recessão econômica.

"A possibilidade de haver impacto na nossa indústria só vai acontecer se bares e restaurantes se mantiverem fechados. O que me preocupa em relação à indústria não é esse momento, mas sim o risco de que, depois da onda do coronavírus, venha uma recessão econômica. Vai morrer mais empresa do que gente. ", disse.

Caso estas medidas forem mantidas e haja, de fato, uma recessão econômica, o consultor afirma que há o risco de impactar a demanda por proteína animal, já que, com poder aquisitivo menor, a população opta em adquirir produtos mais básicos.

"Em um período de recessão, a última coisa que as pessoas deixam de consumir é alimentos, e quando a recessão acaba, o primeiro setor a sair da crise é justamente o de alimentos. É possível que enquanto o pessoal das conservas vai sofrer, o pessoal do arroz, feijão e macarrão vão festejar".

Outro ponto importante apresentado por Desouzart é a questão logística, elencada como fundamental para garantir o abastecimento.

"Pelas falas do João Dória Júnior (governador de São Paulo), oficinas estão fechadas, restaurantes de beira de estrada estão fechados, e o que faz o caminhoneiro caso precise de algum serviço desses? Essas medidas que são lineares, tenho a impressão de que é mais com o objetivo de tentar mostrar competência do que resolver o problema".

Desouzart cita o caso da Itália que passa por uma fase aguda na pandemia do Covid-19, especialmente no norte do país. Segundo ele, é nesta região que estão concentradas as indústrias de carne suína e de aves.

"Mesmo sendo o país que mais está sofrendo com a doença, em momento nenhum a produção parou, e a única coisa que está acontecendo é que eles não estão conseguindo atender a toda a demanda feita pelos supermercados. Assim também está ocorrendo em Portugal Estados Unidos, Espanha".

Ele explica que, por medidas de prevenção, se aumenta o distanciamento entre os funcionários de uma linha de produção, diminuindo assim a velocidade de abate, mas não para de produzir, já que há demanda para atender.

MERCADO EXTERNO

No atual cenário, ele explica que, ao contrário do que era esperado, as exportações de frango e suínos foram excelentes no primeiro bimestre, e números preliminares apontam que o mês de março também deve ter resultado positivo.

"A China consumiu muito seus estoques de proteína animal nos últimos meses. A vida lá está voltando à normalidade, e o país vai ter que recompor estes estoques", disse.
(Notícias Agrícolas) (Letícia Guimarães)
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