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Abiove mantém estimativa de embarque de soja do país, mas monitora impactos de vírus
São Paulo, SP, 25 de Março de 2020 - As estimativas de exportações de soja e farelo de soja do Brasil neste ano seguem sem alterações apesar de preocupações relacionadas a movimentos para controlar o coronavírus, disse o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), entidade que representa as principais tradings e processadoras no país.

A associação estimou em fevereiro a exportação de soja do Brasil neste ano em 73,5 milhões de toneladas, leve queda ante 2019 (74 milhões). A Abiove ainda previu a exportação de farelo de soja do país em 16,2 milhões de toneladas.

Mas os impactos no setor decorrentes de ações para conter a doença estão sendo monitorados de perto pela Abiove, acrescentou o dirigente André Nassar, em entrevista à Reuters, citando situações que, se mal gerenciadas, podem trazer problemas para as exportações no país, líder global em soja.

"Tem várias coisas que temos de monitorar e são preocupantes. Uma delas são as decisões de prefeituras que podem levar a fechamento de fábricas, ou mesmo restringir transportes", afirmou Nassar.

Decretos de municípios de Canarana e Rondonópolis, ambos em Mato Grosso (maior produtor de soja), definiram restrições para operações de fábricas e transporte de mercadorias agrícolas.

Embora as medidas não tenham, ainda, causado problemas para as operações nessas localidades, o setor tem conclamando os municípios a permitirem o fluxo e o funcionamento das fábricas e armazéns, seguindo decreto federal que estabelece tais atividades, incluindo transporte, como algo essencial, conforme notas da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) --esta última prometeu acionar judicialmente os municípios que descumprirem a norma.

"A gente tem uma outra preocupação, mesmo que o município não feche, aumentou fiscalização, vão querer olhar se as fábricas tomaram medidas para mitigar risco", comentou ele, ressaltando que as companhias estão seguindo os protocolos sanitários, mas a atuação dos fiscais poderia eventualmente atrasar processos.

Os trabalhadores precisam usar máscaras e adotar higienização com álcool gel, de acordo com os protocolos de saúde pública. Mas isso não é algo que possa atrapalhar o funcionamento das processadoras de soja, segundo Nassar.

Ele ressaltou também que uma fábrica de farelo e óleo de soja não gera muita aglomeração, "e a implementação de protocolos não deve gerar redução de produção".

O presidente da Abiove citou ainda temas relacionados aos caminhoneiros, uma peça chave na cadeia de transporte de soja no Brasil.

"Com o fechamento de ponto de paradas, restaurantes, para o caminhoneiro, isso é um problema, para identificar em determinadas estradas onde os pontos estão abertos para ele se alimentar", disse Nassar, admitindo que o motorista agora vai procurar evitar trechos longos, o que poderia interferir no tempo de transporte da mercadoria.

"Se não tiver lugar para o caminhoneiro parar, pode sim afetar o transporte para os portos."

Além da rodovia, outra forma de transporte de grãos é pelas ferrovias, que também adotaram protocolos para evitar aglomerações, lembrou Nassar.
(Reuters) (Redação)
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