Domingo, 05 de Abril de 2020
Matérias-Primas

Soja fecha semana com sustentação dos preços no Brasil
Campinas, SP, 17 de Fevereiro de 2020 - A última semana foi agitada para o mercado brasileiro da soja com o dólar renovando sua máxima histórica e batendo em R$ 4,38. E mesmo com o recuo de sexta-feira (14), a moeda americana se manteve no patamar dos R$ 4,30.

Nesta semana, a moeda americana chegou a renovar sua máxima histórica ao bater em R$ 4,38. Diante do movimento, o Banco Central interviu com leilões de swap e nesta sexta-feira (14), o a divisa já voltava à casa dos R$ 4,30, porém, segundo especialistas, sem dispensar ainda a tendência de alta e a volatilidade.

No período de 13 de janeiro a 13 de fevereiro, o dólar já subiu 5%, passando de R$ 4,1443 para R$ 4,3516. Desde o começo do ano, a alta acumulada é de mais de 7%.

No entanto, além do dólar, os prêmios ofertados para a soja brasileira também vem subindo diante do atraso da colheita no Brasil, em razão do excesso de chuvas em importantes regiões produtoras, como explica o consultor em agronegócios Ênio Fernandes, da Terra Agronegócios.

"Estamos com prêmios bem saudáveis, entre 60 e 65 cents de dólar , dependendo do dia, da empresa que negocia, e o dólar nos R$ 4,30. E o produtor captou recursos e planejou sua safra com um dólar de R$ 3,80. Somando tudo isso, o atual momento é bom, está dando boas margens para o produtor brasileiro", diz Fernandes.

E o consultor explica ainda que, a cada nova safra, as operações de comercialização se mostram cada vez mais sofisticadas - tanto na exportação, quanto no mercado interno - respeitando suas regionalidades, encontrando espaço para o suporte diante de boas exportações e também das boas margens de esmagamento das indústrias brasileiras.

Depois de embarques um pouco mais tímidos dada a menor disponibilidade de produto, "as exportações de soja do Brasil começaram a primeira semana de fevereiro dando sinais de que o mês vai ser forte", diz Vlamir Brandalizze, consultor da Brandalizze Consulting, apostando em ao menos 4 milhões de toneladas embarcadas neste mês.

Somente nos primeiros cinco dias úteis de fevereiro, de acordo com números da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), os embarques somaram 992,8 mil toneladas. "Os embarques devem crescer de agora em diante porque tem muito produto negociado para ser embarcado nas próximas semanas", diz Brandalizze.

BOLSA DE CHICAGO

Enquanto a realidade é essa no Brasil, o mercado internacional continua caminhando de lado e os futuros ds soja fecharam o pregão desta sexta-feira (14) com estabilidade e pequenas baixas de pouco mais de 2 pontos nos principais contratos.

O esperado dia 15 de fevereiro, quando entra em vigor a fase um do acordo comercial entre China e Estados Unidos, chegou, porém, sem grandes expectativas que possam motivar uma mudança de direção dos mercados, especialmente o da soja, que é um dos mais interessado nestas relações comerciais.

No entanto, os mercados - internacional e nacional - esperam por movimentos reais da nação asiática para que possa, enfim, começar a avaliar a e precificar os impactos que poderão ser sentidos. As incertezas são tantas que, na Bolsa de Chicago, os futuros da oleaginosa trabalharam a semana toda caminhando de lado, sem apresentar oscilações muito intensas.

E nesta segunda-feira, a Bolsa de Chicago não opera em função da comemoração do feriado do Dia do Presidente, o que também limitará o conhecimento sobre os efeitos da vigência do acordo logo no início da próxima semana.

"Sem compras da China nos EUA é muito otimismo querer que Chicago suba", diz Fernandes.
(Notícias Agrícolas) (Aleksander Horta e Carla Mendes )
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