Segunda-feira, 06 de Abril de 2020
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Adisseo apresenta pesquisa sobre micotoxinas em milho
São Paulo, SP, 12 de Fevereiro de 2020 - O termo "micotoxinas" define metabólitos fúngicos secundários que causam alterações bioquímicas, fisiológicas e/ou patológicas em espécies animais, plantas e micróbios. As micotoxinas são moléculas de baixo peso molecular (Mw <700) e tóxicas mesmo em concentrações baixas (Haschek & Voss, 2013). Embora centenas de compostos tenham sido isolados e caracterizados quimicamente como micotoxinas, apenas cerca de 50 foram estudadas em detalhe (CAST, 2003).

A pesquisa de micotoxinas 2019 da Adisseo incluiu amostras de milho de todo o Brasil. O número de amostras analisadas é definido como "n". A pesquisa forneceu informações sobre a incidência de aflatoxina B1 (AfB1); n= 959, zearalenona (ZEN); n= 281, desoxinivalenol (DON); n = 305, toxina T-2; n= 210, toxina HT-2; n= 196, fumonisina B1 (FB1); n= 325, fumonisina B2 (FB2); n= 324 e ocratoxina A (OTA); n= 181. As amostras de milho foram coletadas diretamente de fazendas ou locais de produção de ração animal. Foi recomendado aos fornecedores das amostras que seguissem os princípios da boa amostragem (Richard, 2000). A equipe de laboratório envolvida nas análises não estava envolvida na amostragem, portanto, não influenciou este processo em nenhum estágio. Todas as 8 micotoxinas foram analisadas por espectrometria de massa em tandem por cromatografia líquida (LC MS/MS) no LAMIC, Brasil. Para fins de análise dos dados, os níveis de não-detecção foram baseados nos limites de quantificação (LOQ) do método de teste para cada micotoxina: AfB1 <1 μg/kg; ZEN <20 μg/kg; DON <200 μg/kg; FB1 <125 μg/kg; FB2 <125 μg/kg; OTA <2,5 μg/kg; toxina T-2 <100 μg/kg e toxina HT-2 <100 μg/kg.

Resultados

As concentrações médias das micotoxinas recuperadas foram de médias a altas. Os resultados mostraram que 93,8% das amostras de milho estavam contaminadas com FB1 (Tabela 1 e Figura 2). A concentração máxima de FB1 recuperada em uma das amostras foi de 10.224 μg/kg, uma concentração muito alta, especialmente se a ração contaminada for fornecida a suínos ou equinos. A concentração média de FB1 nas amostras positivas foi de 1.085,3 µg/kg, valor inferior à concentração média de 2018 (Figura 1). Os resultados também mostraram que 75,3% das amostras estavam contaminadas com FB2 e a concentração máxima recuperada foi de 3.086 μg/kg. Apenas 3,3% das amostras continham DON.
Como esperado, nenhuma das amostras foi contaminada com OTA e nenhuma das amostras continha toxina T-2 e toxina HT-2. Os níveis de LOQ usados nesta pesquisa para as toxinas T-2 e HT-2 foram muito altos (100 μg/ kg), sendo este provavelmente o motivo pelo qual nenhuma das amostras mostrou contaminação com essas duas micotoxinas. O LOQ típico para a toxina T-2 e a toxina HT-2 em laboratórios europeus credenciados é de <10 μg / kg.
Como esperado, 12% das amostras foram contaminadas com AfB1, uma típica micotoxina produzida pelo Aspergillus. A concentração máxima de AfB1 recuperada foi de 251 μg/kg, que é muito alta e, de acordo com a legislação brasileira, não deve ser fornecida aos animais. A concentração máxima de ZEN recuperada foi de 1.399 μg/kg, o que também é uma preocupação, pois esses níveis de concentração podem causar efeitos prejudiciais à saúde em todas as espécies animais. A Figura 1 mostra a comparação entre a concentração média de amostras positivas em µg/kg (AB1 e FB1) de 2018 e 2019. Enquanto os resultados da aflatoxina B1 mostram tendência semelhante, os resultados da fumonisina B1 mostram que a concentração média de amostras positivas foi significativamente menor em 2019 do que em 2018.






Conclusão

A pesquisa de micotoxinas Adisseo 2019 concluiu que a colheita de milho do ano no Brasil foi de qualidade média (acima do LOQ porém abaixo do nível regulador do MERCOSUL) a baixa (acima do nível regulador do MERCOSUL) em termos de contaminação por micotoxinas. Com base nos resultados da pesquisa, a safra de milho de 2019 no Brasil não deve ser automaticamente considerada segura para inclusão em rações acabadas para todas as espécies animais e um grau de vigilância é prudente. Atenção especial deve ser dada à alta concentração média de FB1, encontrada em mais de 50% das amostras, bem como à concentração máxima recuperada, que atingiu 10.224 μg/kg.
Os regulamentos da aflatoxina nos alimentos são frequentemente estabelecidos para a soma das aflatoxinas B1, B2, G1 e G2. O limite para AfB1 em qualquer matéria-prima a ser utilizada diretamente ou como ingrediente para rações destinadas ao consumo animal é de 50 μg/kg (FAO, 2004). Nesta pesquisa, o limite regulatório do AfB1 foi excedido em 6 das amostras analisadas. As principais culturas agrícolas da América Latina (milho, soja, trigo, café, algodão, girassol, amendoim e cacau) são altamente suscetíveis à contaminação por fungos e produção de micotoxinas (Pineiro, 2004). Sabe-se que dezenove países que representam 91% da população da região possuem regulamentos específicos para micotoxinas. Regulamentos harmonizados para aflatoxinas existem no MERCOSUL, um bloco comercial composto por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Outros países indicaram que também seguem os regulamentos do MERCOSUL.
A vigilância é sempre aconselhável, pois os cereais nas rações animais se originam de muitas fontes. Alguns cereais colhidos nos Estados Unidos em 2019 demonstraram estar contaminados com concentrações médias a altas de micotoxinas.
A última linha de defesa possível é a desintoxicação de micotoxinas in vivo. A adição de inativadores comprovados de micotoxinas às rações para animais é um método muito comum de prevenção de micotoxicoses e é uma estratégia eficaz para manter baixo o risco de micotoxinas sob todas e quaisquer condições.

Sobre a Adisseo:

Adisseo é um dos principais especialistas do mundo em aditivos para alimentos para animais. O grupo possui 10 centros de pesquisa e locais de produção baseados na Europa, EUA e China para projetar, produzir e comercializar soluções nutricionais para alimentação animal sustentável. Com mais de 2.200 funcionários, a Adisseo atende cerca de 3.900 clientes em mais de 110 países diferentes através de sua rede de distribuição global. A Adisseo é uma das principais subsidiárias da China National BlueStar, líder na indústria química chinesa com quase 21.500 funcionários e um faturamento de 9,3 bilhões de dólares. O Adisseo está listado na Bolsa de Valores de Xangai. Saiba mais em http://adisseo.com/
(Adisseo) (Radka Borutova - Gerente técnica e científica, Adi)
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