Quarta-feira, 19 de Fevereiro de 2020
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Preços do milho brasileiro atingem maior patamar em 4 anos com demanda aquecida
Campinas, SP, 12 de Fevereiro de 2020 - Os preços do milho brasileiro ultrapassaram os 50 reais por saca de 60 quilos pela primeira vez desde 2016, mesmo com a colheita recorde registrada no ano passado, afirmou Victor Ikeda, analista sênior de grãos e sementes oleaginosas no Rabobank, nesta terça-feira.

A produção brasileira de milho ultrapassou as 100 milhões de toneladas em 2019, estabelecendo um novo recorde, mas a forte demanda de frigoríficos locais e produtores de etanol do milho esgotaram os estoques, afirmou o analista em um podcast.

Os estoques de passagem de milho, ao final de janeiro, foram de cerca de 11 milhões de toneladas, o número mais baixo desde 2017, quando uma seca severa pressionou as reservas brasileiras do cereal.

"A curva dos futuros de milho está invertida", disse Ikeda, lembrando que isso ocorre quando os contratos que vencem primeiro ficam com preços mais altos do que os de longo prazo.

Ikeda disse que os contratos de milho de março de 2020 estão em 50 reais por saca, comparados a 42-43 reais por saca para contratos de julho e setembro de 2020, que são normalmente utilizados para estabelecer os preços para a chamada segunda safra de milho do Brasil.

A demanda doméstica pelo milho continuará forte, com os preços subido acima de 40 reais por saca de 60 quilos após a colheita da segunda safra, de acordo com as projeções do Rabobank.

A seca no Estado do Rio Grande do Sul, maior produtor de milho de primeira safra, poderia destruir 30% da colheita gaúcha e ajudar a sustentar os preços, disse Ikeda, citando projeções oficiais.

Outro impulso é a probabilidade de produtores brasileiros plantarem a segunda safra após a janela ideal por conta de atrasos no plantio de soja, o que potencialmente reduziria os rendimentos, afirmou Ikeda.

Não há sinais claros de que os preços irão cair no futuro próximo, já que os frigoríficos brasileiros estão comprando cada vez mais milho para ração, e as empresas de combustíveis devem aumentar a produção de etanol do milho no país, disse.

De acordo com projeções do Rabobank, a produção de etanol do milho no Brasil deve crescer para 1 bilhão de litros em 2020, ante 2019, exigindo um adicional de 2,5 milhões de toneladas de milho nesta temporada.

O consumo doméstico crescerá para 68 milhões de toneladas, versus 64 milhões de toneladas no ano passado, disse Ikeda.

Fechamento do mercado: Preços perdem mais de 1% na B3 nesta 3ª feira e Chicago fecha estável

Com poucas mudanças trazidas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) em seu boletim mensal de oferta e demanda nesta terça-feira (11), os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago terminaram o dia com pequenas baixas.

As posições mais negociadas na Bolsa de Chicago encerraram os negócios perdendo pouco mais de 2 pontos nos principais contratos. Afinal, apesar das poucas mudanças, os atuais números exercem certa pressão sobre as cotações.

No cenário norte-americano, o USDA manteve inalterados os estoques finais de milho em 48,06 milhões de toneladas, enquanto o mercado esperava uma revisão para baixo, ao passo em que reduziu sua projeção para as exportações norte-americanas de 45,09 para 43,82 milhões de toneladas.

Já no quadro global, o destaque foi para o aumento da produção para 1.111,59 bilhão de toneladas, e para a redução dos estoques finais para 296,84 milhões. Abaixo, veja a tabela com os números completos.

O mercado em Chicago já vinha acompanhando uma demanda mais fraca pelo milho norte-americano, com o acumulado do grão dos EUA para exportação cerca de 10 milhões de toneladas mais baixo do que o registrado no mesmo período do ano anterior. E diante deste ritmo mais fraco é que o USDA trouxe a correção das vendas dos país.

MERCADO NACIONAL

No mercado futuro brasileiro, os preços do milho inverteram o sinal e fecham o dia com baixas intensas, de mais de 1%, entre os principais contratos. O contrato setembro/20, um dos mais negociados, terminou os negócios com mais de 1,5% e na casa dos R$ 40,00 por saca.

Nesta terça-feira, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) trouxe também seu novo levantamento sobre a safra brasileira de grãos e a de milho foi revisada para cima, passando a 100,5 milhões de toneladas, contra 98,7 milhões estimadas em janeiro.

"O mercado interno de milho vê a safra ganhando ritmo e pressionando as cotações, que têm leve queda, indo em busca dos níveis que podem ser conseguidos nos portos, onde as referências ainda estão entre R$ 40,00 e R$ 42,00, e o interior trabalhando um pouco acima", explica Vlamir Brandalizze, consultor da Brandalizze Consulting.

E dessa forma, há poucos negócios sendo finalizados na exportação nessa primeira semana de fevereiro.

"Não há quase nada de novos negócios nas exportações de milho. O mercado deve seguir essa linha do aumento da colheita, do aumento da oferta e as acomodações das cotações, que devem trabalhar um pouco mais frágeis do que estão hoje, com espaço para recuar cerca de 10% ainda nas próximas semanas para se adequar aos níveis dos portos na exportação", diz Brandalizze.

Segundo explica o pesquisador do Cepea, Lucílio Alves, o mercado e o andamento das cotações no Brasil deverão caminhar bem alinhados com o ritmo das exportações. E em sua análise, Alves acredita que as vendas externas acima das 30 milhões de toneladas já ajudam no suporte aos preços do milho também no segundo semestre.
(Reuters) (Redação)
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