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Segunda-feira, 06 de Abril de 2020
Mercado

Campanha na Europa defende a cobrança de nova taxa sobre carnes

Ganha força na Holanda e em outros países plano para motivar alta de preços e queda do consumo.
Genebra, Suíça, 11 de Fevereiro de 2020 - Uma nova campanha na Europa defende a introdução de uma “taxa de sustentabilidade” sobre as carnes, para incluir o custo ambiental dos produtos e reduzir o consumo. O movimento tem todos os ingredientes para preocupar o Brasil, que lidera as exportações mundiais de carnes bovina e de frango.

Um grupo de 30 organizações holandesas, reunidas na “Coalizão por um preço justo de proteínas animais'” (TAPCC, na sigla em inglês), defende a incorporação de custos externos da produção no preço das carnes, alegando pressões exercidas pela pecuária sobre os recursos naturais e riscos de doenças.

“Os europeus consomem 50% mais de carnes do que é recomendado”, disse Jeroom Remmers, diretor da coalizão, ao Valor. “Nossa campanha não é contra a carne brasileira, e sim para impor taxas sobre carnes de qualquer origem, em proveito de um maior consumo de proteínas vegetais”, afirmou.

O plano, apresentado na semana passada a deputados no Parlamento Europeu, sugere um alinhamento da indústria de carnes com o “Green Deal” que a nova Comissão Europeia, braço executivo da UE, prepara para tornar o bloco neutro em emissões até 2050.

A TAPPC preconiza a aplicação de diferentes taxas a partir de 2022 conforme o tipo de carne e seu impacto sobre o ambiente. Baseado em dados da Agência das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) sobre o consumo europeu, a coalizão propõe aumentos de 47% sobre 100 gramas de carne bovina, 36% por 100 gramas de carne suína e 17% por 100 gramas de carne de frango.

No caso da carne bovina, o preço aumentaria € 4,77 euros por quilo vendido nos supermercados até 2030. A avaliação é que a taxação gradual poderia reduzir em 67% o consumo de carne bovina em dez anos, em 57% o consumo da carne suína e em 30% no caso da carne de frango. Para se ter uma ideia do impacto sobre as vendas do Brasil, basta ver que os países do Mercosul são os principais fornecedores de carnes ao mercado comum europeu.

A coalizão calcula que a taxação poderia gerar € 32 bilhões até 2030. Metade desse montante seria distribuída aos criadores para financiar a conversão da produção, investimentos em bem-estar animal ou programa de estocagem de carbono nos solos. Um terço serviria para baixar a TVA (imposto sobre valor agregado) sobre frutas, legumes e outros vegetais. E 12% do total financiaria programas de ajuda em países em desenvolvimento, incluindo proteção de florestas.

Atualmente, segundo Remmers, 80% da terra é usada para alimentação animal, aumentando emissões, poluição e perda de biodiversidade. Cada europeu consumiu 69,3 quilos de carnes em 2018, segundo dados citados pela coalizão. Isso quando estudos sugerem que o consumo per capita deveria variar entre 10 e 15 quilos por ano.

A FAO estima que em vários países existe uma desconexão inquietante entre o preço dos alimentos no varejo e o verdadeiro custo de sua produção. E a consequência é um custo ambiental maior na forma de emissões de gases, poluição da água e destruição do habitat.

A coalizão holandesa coloca ênfase também no impacto do consumo sobre a saúde pública. Um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) concluiu que o risco de câncer aumenta conforme a quantidade de carne consumida. O consumo diário de 50 gramas de carne processada (salsicha, presunto, carne seca etc) elevaria o risco de câncer do colorretal em 18%.

Conforme o IPPC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), uma vez evitada a carne de produtores com emissões acima da média e reduzida pela metade a ingestão de produtos de origem animal, 21 milhões de quilômetros quadrados de terras agrícolas poderiam ser liberadas. A entidade estima que produtos como carne vermelha continuam a ser os mais ineficientes em termos de emissões por quilo de proteína produzida em comparação a leite ou carne suína, por exemplo.

A campanha pela taxação da carne mostra avanços na Holanda, na Alemanha, na Dinamarca e na Suécia, segundo Remmers. “Na Holanda, 63% dos consumidores apoiam a taxação, desde que o dinheiro seja para estimular o consumo de outros produtos mais baratos”, afirmou.

Uma proposta pelo “preço justo” da carne será submetida ao Parlamento holandês pelos verdes no curto prazo. Na Alemanha, o governo discute se alinha a carne, beneficiada com TVA reduzida de 7%, a uma taxa plena de 19%. “A taxação de carnes e o menor consumo serão inevitáveis, cedo ou tarde, na Europa”, acredita Remmers.
(Valor Econômico) (Assis Moreira)
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