Quarta-feira, 19 de Fevereiro de 2020
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USDA pode reduzir estoques finais dos EUA e aumentar safra de soja do Brasil
Campinas, SP, 11 de Fevereiro de 2020 - Nesta terça-feira, 11 de fevereiro, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga seu novo boletim mensal de oferta e demanda e, segundo analistas internacionais, o foco principal do mercado deverá ser sobre mudanças nos números das exportações norte-americanas. Entretanto, na semana passada, a instituição já divulgou um documento afirmando que não deverá considerar neste reporte os impactos que a primeira fase do acordo comercial entre China e EUA poderia promover na demanda da nação asiática sobre o mercado norte-americano.

Entretanto, é sabido pelo mercado e seus participantes que parte deste acordo onde constam os compromissos específicos da China com os EUA não foi divulgada e, por isso, o economista chefe do USDA afirmou, por meio de uma nota oficial, que apenas "as informações e dados publicamente disponíveis referentes ao acordo serão refletidos no relatório do USDA a partir de fevereiro de 2020"

Dessa forma, para o analista líder de grãos do portal internacional DTN The Progressive Farmer, Todd Hultman, já se espera que poucas mudanças deverão vir nos números das exportações norte-americanas e, principalmente, nos números dos estoques finais de grãos do país. "Em outras palavras, o USDA terá que adivinhar as exportações depois de ler o mesmo texto que estamos lendo", diz, referindo-se ao documento do departamento.

Ainda segundo Hultman, como tradicionalmente acontece, o boletim não deverá trazer qualquer alteração nas estimativas para a produção de grãos dos EUA. No caso do milho, deverão estar em foco a demanda interna americana pelo cereal para a produção de rações, de etanol e nas exportações, as quais poderiam registrar um sutil incremento.

Sobre a soja, se espera alguma mudança - também limitada - nos estoques finais norte-americanas, com alguma esperança de que as compras da China comecem a aparecer na medida em que o comércio entre os dois países comece a ser favorecido pela fase um do acordo. Assim, se espera ainda uma ligeira alta das exportações e também na demanda interna para esmagamento.

"No ano de referência de 2017, as compras de soja representaram 51% das compras agrícolas da China nos EUA. Dado o compromisso de US$ 36,5 bilhões do acordo para o ano civil de 2020, é difícil esperar que a soja ainda represente mais da metade do total de compras. Mas, mesmo uma parcela menor pode ter um impacto de alta sobre os preços caso as compras atendam à definição das "considerações comerciais" da China", explica o analista do DTN.

Da mesma forma, Hultman afirma que estas altas poderiam ser limitadas pela maior competitividade da oleaginosa brasileira. "As expectativas indicam que a safra de soja alcance algo como 123,8 milhões de toneladas e essa nova oferta já está mais barata do que o produto americano", explica.

ESTOQUES FINAIS EUA

Os estoques finais de soja dos EUA são estimados entre 8,71 e 15,95 milhões de toneladas, com média de 12,19 milhões. Em janeiro, o número do USDA veio em 12,93 milhões de toneladas e, na safra 2018/19 ficaram em 24,74 milhões.

Sobre os estoques finais de milho, as expectativas do mercado variam de 42,34 a 51,23 milhões de toneladas, com média de 47,15 milhões. No boletim anterior, os estoques foram estimados em 48,06 milhões de toneladas e no ano safra anterior totalizaram 56,42 milhões.

ESTOQUES FINAIS MUNDO

As expectativas para os estoques finais mundiais de soja poderão subir de 96,7 milhões de toneladas para 97,2 milhões de toneladas, média das expectativas. O mercado espera algo entre 94,2 e 102,9 milhões de toneladas. Há um ano, os estoques globais eram de 110,3 milhões de toneladas.

Para o milho, as projeções variam de 295 a 299,5 milhões de toneladas, com média de 297,5 milhões de toneladas. Em janeiro eram 297,8 milhões e, na safra anterior, 320,4 milhões de toneladas.

PRODUÇÃO AMÉRICA DO SUL

O mercado espera safra de soja do Brasil entre 122,5 e 125 milhões de toneladas, com média 123,8 milhões. Em janeiro, o número veio em 123 milhões. Para a Argentina, a média esperada é de 53,1 milhões, em um intervalo de 52,5 a 54 milhões. Há um mês a produção argentina foi estimada em 53 milhões de toneladas.

Sobre o milho, o esperado para a safra do Brasil é uma média de 100,8 milhões de toneladas, com o mercado esperando algo entre 99 e 101 milhões. No boletim passado, a estimativa foi de 101 milhões de toneladas. Já sobre o milho argentino os traders esperam algo entre 48 e 51 milhões de toneladas, com média de 49,8 milhões nas projeções. Em janeiro, foram estimadas 50 milhões.
(Notícias Agrícolas) (Carla Mendes)
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