Quarta-feira, 19 de Fevereiro de 2020
Matérias-Primas

Soja: irregularidade de chuva castiga produção no RS

Cenário já é parecido com a safra 2011/12.
Campinas, SP, 10 de Fevereiro de 2020 - A irregularidade das chuvas que atingem o Rio Grande do Sul desde o início de janeiro ainda gera preocupação para o produtor de soja do estado gaúcho. O cenário é crítico porque a soja plantada no início do mês de outubro sofreu com as altas temperaturas e falta de água no solo, tendo uma quebra de produtividade para essa cultivar já calculada em aproximadamente 20%.

Segundo o agrônomo e professor Alencar Júnior Zanon, da equipe FieldCrops da Universidade Federal de Santa Maria, as perdas consolidadas no Rio Grande do Sul aconteceram a soja precoce foi a que mais sofreu com a estiagem.

--"São materiais que ficaram pequenos e tiveram problemas e consequentemente produtividade baixa, comparados com a última safra", explica.

O cenário não é muito diferente do que foi visto há um mês e as lavouras ainda precisam de bons volumes para que a planta semeada entre final de outubro e novembro não sofra tanto com o déficit hídrico e altas temperaturas.

De acordo com Alencar, a soja semeada neste período está em pleno enchimento de grãos e precisam de bons volumes para que a quebra de produtividade não seja ainda maior no estado. "Já tiveram perdas porque tiveram seu crescimento foi prejudicado pela deficiência hídrica", destaca.

De acordo com Alencar, os dados ainda não foram divulgados mas já se fala em um déficit hídrico parecido com os problemas que o produtor enfrentou nos anos de 2004/2005 e 2011/2012 nas culturas de Verão.

A situação é preocupante, porque segundo Alencar, apesar das chuvas deste final de semana em algumas regiões do estado. "É preciso de muito mais, e que sejam em bons volumes e bem distribuídas", diz ele.

De acordo com Francisco de Assis Diniz – Chefe do Centro de Meteorologia do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a frente fria chegou ao Rio Grande do Sul porém um sistema de ventos fortes acabou impedindo que as condições de chuvas permaneçam por mais tempo na região.

--"Infelizmente as previsões não são positivas porque são previsão de chuvas abaixo do necessário, além de serem irregularidades, que é o que vem marcando a safra no Rio Grande do Sul este ano", comenta o chefe do INMET.

A soja semeada após o dia 15 de novembro, segundo o agrônomo Alencar Zanon, tem uma situação um pouco mais confortável por estar em fase de formação de vagens, apresentando um melhor crescimento. "A definição da produtividade vai depender das chuvas de fevereiro e março, mas por enquanto o cenário não é 100% bom", comenta.

Para que não haja mais quebra expressiva de produtividade em decorrência da chuva, Alencar destaca que é preciso que chova entre 300 e 350 milímetros de precipitação de maneira bem distribuída em todo o estado. "O mais importante é que essa chova seja bem distribuída".

-- "Em resumo a soja começa a entrar na fase mais crítica e as previsões não são de chuvas bem distribuídas", finaliza.
(Notícias Agrícolas) (Virgínia Alves)
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