Domingo, 23 de Fevereiro de 2020
Mercado Externo

Por frango, EUA querem relaxar padrão sanitário da UE
Bruxelas, Bélgica, 29 de Janeiro de 2020 - Os Estados Unidos farão uma intensa pressão para incluir assuntos politicamente sensíveis como a desinfecção química de frangos em um acordo comercial transatlântico com a União Europeia (UE), insistiu na segunda-feira o secretário de Agricultura do presidente Donald Trump.

Sonny Perdue disse que Bruxelas terá de aceitar métodos de produção de alimentos banidos na Europa para garantir um acordo recentemente prometido por Trump e Ursula von der Leyen, a presidente da Comissão Europeia.

Até agora, autoridades da União Europeia e dos EUA vêm discutindo o baixo nível de liberalização do comércio agrícola como a remoção de obstáculos burocráticos às importações de ostras americanas e outros moluscos para a UE, e as vendas na Europa de maçãs e peras americanas.

Mas Perdue afirmou que a UE terá de mudar suas regras de higienização de alimentos para resolver a questão do déficit comercial dos Estados Unidos com o bloco no setor da agricultura. “Vocês não chegarão lá com maçãs, peras e moluscos”, disse na segunda-feira a jornalistas em Bruxelas. “Há outras coisas que precisam acontecer”.

A intervenção mostra a dificuldade de União Europeia e EUA atingirem o objetivo de von der Leyen de um acordo “em semanas”, depois de seu encontro com Trump no Fórum Econômico Mundial em Davos. A UE quer assegurar um acordo para neutralizar as tensões transatlânticas, com o foco agressivo dos EUA na política comercial tendo mudado da China para a Europa.

Na segunda-feira, Perdue defendeu os frangos lavados quimicamente, geralmente mencionados como “frangos clorados”, na UE. Os EUA usam a técnica para desinfectar aves, mas a EU proíbe a prática.

“Temos um sistema muito eficiente de produção de aves e podemos exportar para qualquer país do mundo”, afirmou ele, argumentando que os agricultores americanos hoje usam um produto químico chamado ácido peracético, em vez do cloro. “O ácido peracético é um grande tratamento de redução de patógenos. Você sabe o que é isso? Basicamente vinagre. Não achamos que haja uma fundamentação científica sólida dizer que isso não é seguro ou não deve ser usado”, afirmou Perdue.

A Direção Geral da Agricultura e do Desenvolvimento Rural da UE não respondeu a um pedido para comentar o assunto, mas a comissão e os Estados-membros, especialmente a França, descartaram negociar a questão em discussões comerciais passadas. Perdue também negou que os EUA estejam tentando usar a técnica de “dividir para reinar” com a UE e o Reino Unido depois do Brexit. “Não estamos tentando colocar um contra o outro. Adoraríamos ver relações comerciais com políticas similares... entre o Reino Unido e a UE”, afirmou.

Os chamados “padrões sanitários e fitossanitários” tornaram-se uma questão muito contestada na mais recente negociação comercial ampla entre a União Europeia e os Estados Unidos, o emperrado Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento. Bruxelas resistiu ferozmente à pressão dos EUA para derrubar as restrições sobre a lavagem química de frangos, bois criados com o hormônio do crescimento e produtos agrícolas produzidos com organismos geneticamente modificados.

Em 2018, a União Europeia conseguiu evitar uma ameaça dos EUA de impor sobretaxas à importação de automóveis europeus, firmando um acordo comercial limitado para a eliminação de tarifas industriais, reforçando a competição reguladora em uma série de áreas e as compras pela UE de soja e gás natural liquefeito dos Estados Unidos.

Na prática, as negociações sobre tarifas estão paralisadas e as discussões reguladoras progrediram apenas um pouco. Apesar das solicitações dos Estados Unidos, a UE vem se recusando a tornar a agricultura parte das negociações. (Tradução de Mário Zamarian)
(Valor Econômico/Financial Times) (Alan Beattie )
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