Sexta-feira, 21 de Fevereiro de 2020
Empresas

Sócia da Tyson Foods, gaúcha Vibra prepara investimentos no país
Montenegro, RS, 23 de Janeiro de 2020 - Fortalecida pela sociedade com a Tyson Foods, maior indústria de carnes dos EUA, a avícola gaúcha Vibra pretende ampliar a produção de carne de frango em 70% até 2024. Com sede em Montenegro (RS), a dona das marcas Nat e Avia aumentará a capacidade de abate dos três frigoríficos que possui no país. Paralelamente, o grupo permanece em busca de aquisições.

Na primeira entrevista após o pontapé inicial da sociedade - a Tyson comprou 40% do capital da Vibra por um valor não revelado -, os principais executivos da empresa gaúcha ressaltaram que o dinheiro recebido da multinacional americana será usado na expansão da capacidade de abates. Se conseguir ampliar a produção em 70%, a Vibra aumentará a oferta de carne de frango das 200 mil toneladas previstas para 2020 para 340 mil toneladas ao ano.

“O capital da joint venture vai ser usado para esse crescimento orgânico. Além disso, parte dessa produção vai ser vendida para a Tyson”, afirmou o CEO da Vibra, Gerson Müller. Já neste ano, o Grupo Vibra pretende ampliar a receita líquida, que foi R$ 1,42 bilhão em 2019, para R$ 1,6 bilhão.

O acordo para a criação da joint venture, anunciado em setembro passado e aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em dezembro, foi assinado em 15 de janeiro de 2020. O negócio marca a volta da Tyson ao Brasil. Em sua incursão anterior, a americana não conseguiu estruturar um negócio de escala e acabou vendendo os ativos para ajudar a financiar uma aquisição nos EUA.

Quando saiu do Brasil, em 2014, a Tyson vendeu a operação de carne de frango que possuia à JBS, por US$ 175 milhões. Ao regressar por meio da Vibra, a multinacional terá um negócio maior, com capacidade de abate de 520 mil frangos por dia e em expansão. A Macedo, negócio da Tyson até 2014, tinha capacidade para 300 mil frangos.

De acordo com Müller, não existe previsão de compra futura do restante do capital da Vibra pela Tyson, que terá uma pessoa no conselho de administração e nenhum representante na gestão. Muller também destacou que não há previsão de que a Vibra passe a vender marcas da Tyson no Brasil.

Nas exportações, a relação com a Tyson é maior. “Já produzimos sob demanda deles para o mercado externo. Temos um acordo com eles há dois anos, por meio do qual fabricamos produtos com a marca deles para outros mercados, especialmente do Oriente Médio, para onde embarcamos griller, coxa, peito, asa sob demanda, direto para o cliente final”.

A parceria com a Vibra é estratégica para a Tyson, que no ano passado comprou os ativos da BRF na Europa e na Tailândia. “Eles precisam de matéria prima para essas operações e seremos fornecedores para a União Europeia”, disse Müller, que também citou a Keystone - comprada da Marfrig -, empresa que atua nos Estados Unidos e na Ásia.

Na avaliação do empresário, existe a possibilidade de os produtos da Vibra chegarem ao mercado externo via Tyson. “Dentro do nosso negócio tem um acordo de cooperação, em que podemos ter acesso a tecnologias que a Tyson tem. Temos disponíveis os escritórios deles para desenvolver produtos em conjuntos. Uma das coisas que queremos com a Tyson é poder agregar valor, poder fazer outras linhas de maior valor agregado, no mercado externo e também interno”, afirmou Müller.

Hoje, as exportações respondem por 60% das vendas da Vibra e o restante fica no mercado interno. O Oriente Médio responde por metade dos embarques, que também são destinados para países da Ásia e da Europa. A China responde por 10% das exportações da Vibra.

Em meio à epidemia de peste suína na China, a Vibra acredita que o mercado vai continuar aquecido em toda a Ásia. Diante disso, pediu a habilitação dos abatedouros de Itapejara do Oeste (PR) e Pato Branco (PR) para exportar à China. Atualmente, apenas o frigorífico de Sete Lagoas (MG) está autorizado a vender à China, disse o diretor de marketing e vendas da Vibra, Flávio Wallauer.

Durante a entrevista concedida ontem, em Montenegro, os executivos da companhia gaúcha também comentaram o impacto da forte alta do preço do milho, principal ingrediente da ração animal. “A gente precificou os grãos para 2020 e está adequado com o que está acontecendo. Se, por um lado, estamos comprando o milho acima dos preços que projetamos, o farelo de soja está custando abaixo da perspectiva”, ponderou o CEO da Vibra, que espera uma boa oferta de milho de inverno (safrinha).
(Valor) (Marcela Caetano)
Imprimir esta notícia...
|
Deixe aqui sua opinião, insira seus comentários.
O espaço também é seu!

Sexta-Feira, 21/02
Suíno: animal vivo segue valorizado nas principais praças (07:55)
Mercado do boi gordo está firme (07:53)
Oferta restrita dá sustentação ao mercado de carne bovina no atacado (07:52)
Milho fecha a 5ª feira desvalorizado em Chicago após encontro do USDA (07:51)
Soja mais barata no Brasil do que nos EUA pressiona Chicago mais uma vez (07:48)
Quinta-Feira, 20/02
Exportações de genética avícola decrescem em janeiro (11:03)
Suínos: poder de compra frente ao milho é o mais baixo desde Fev/19 (10:22)
Boi: abate cai no final de 2019 e confirma baixa oferta (10:21)
Milho: Vendedores tem mostrado interesse em negociar, enquanto o comprador se abastece para os próximos dias (09:20)
Boi: A queda das cotações no mercado atacadista influenciou as tentativas de compra (09:16)
Vetanco participa do Show Rural Coopavel 2020 (09:01)
Milho abre a 5ª feira com baixas em Chicago à espera de números do USDA (09:00)
Soja recua em Chicago nesta 5ª feira (08:00)
Suíno: cotações estáveis em São Paulo; animal vivo segue valorizado nas principais praças produtoras (07:16)
APA divulga programa definitivo do Congresso de Ovos 2020 (07:01)
CNA discute impactos da reforma tributária para o Agro (06:59)
Pouco boi provoca alta significativa no Norte do país (06:55)
Milho cai em Chicago nesta 4ª feira (06:51)
Poucos negócios novos com a soja brasileira (06:48)
Quarta-Feira, 19/02
Katayama Alimentos é a primeira indústria brasileira a produzir ovos em grande escala com o “Certificado Ovos Livres de Antibióticos” (14:38)
Avicultores conferem as tendências dos mercados de grãos e ovos no primeiro Qualificaves de 2020 (14:34)
Milho: aos poucos os vendedores tem ofertado mais volumes (10:36)
China garantirá mais fornecimento de aves em meio a epidemia (10:30)
ABPA vai propor criação de sistema de prevenção à gripe aviária no Cone Sul (10:01)
Tocantins registrou a maior alta para o boi gordo em fevereiro (09:32)
Milho abre a quarta-feira levemente em queda na Bolsa de Chicago (08:45)
Soja em Chicago segue caminhando de lado nesta 4ª feira, Brasil ainda tem preços firmes (08:30)
Embarque da China para Brasil cai 50% (08:07)
Suíno: cotações seguem subindo (07:14)
China alerta para impacto do coronavírus sobre suprimento de frango e ovos (07:12)
Turra projeta crescimento na produção de carne suína e de frangos (07:10)
Milho sobe em Chicago nesta terça-feira (07:05)
Isenção tarifária e a redução dos fretes marítimos abrem portas para demanda chinesa sobre a soja americana (07:00)
Terça-Feira, 18/02
ABPA apoia VI AVISULAT 2020 (14:46)
APA e CDA dão oportunidade de treinamento para a habilitação de emissão de GTA durante o Congresso de Ovos (12:38)
Milho abre a 3ª feira com altas em Chicago após feriado americano (09:25)
Brasil quer criar bloco continental para defesa sanitária (08:28)
Suíno: São Paulo começa a semana com aumento no preço da arroba suína (08:18)
Soja: mercado opera em alta na Bolsa de Chicago com volta do feriado dos EUA (08:15)
Sem movimentações em Chicago, milho sobe na B3 nesta 2ª feira (08:12)
Disponibilidade ainda limitada de soja no Brasil provoca altas comedidas nos fretes (08:00)
IPPA/CEPEA: índice inicia 2020 em queda (07:50)
Segunda-Feira, 17/02
VBP terá valor recorde em 2020 (11:06)
Milho: as cotações do milho subiram de maneira nítida em todo país (10:32)
Boi: a semana anterior foi de valorização dos preços de balcão (10:27)
Ovos: preços seguem em alta; diferença entre brancos e vermelhos é a maior em 10 meses (09:25)
Milho: cotações voltam a subir na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea (09:15)
Soja: aumento da oferta e dólar forte elevam liquidez no Brasil; preços sobem (09:00)
Suínos: preço do animal vivo mostra reação; produtor independente vê cotações subirem (08:06)
China anuncia retirada de proibição de importação de frango dos EUA (08:04)
Milho tem semana de preços firmes no mercado brasileiro (08:00)
Soja fecha semana com sustentação dos preços no Brasil (07:55)