Terça-feira, 18 de Fevereiro de 2020
Mercado Externo

China importará um Brasil de carne suína em 2020, prevê Rabobank

Produção do país asiático atingiu o menor nível em 16 anos
São Paulo , 20 de Janeiro de 2020 - A morosidade na recuperação da oferta de suínos na China, prevista para acontecer somente em 2025 pelo banco holandês Rabobank, continuará a exigir um aumento das importações do país para atender à demanda doméstica, avaliou a instituição em apresentação realizada na sexta-feira.

O banco holandês, referência global em análises do setor agrícola, estima que, no ano passado, as importações chinesas de carne de porco tenham totalizado 3,2 milhões de toneladas. Em 2020, esse número aumentará em 1 milhão de toneladas, projeta o Rabobank.

Se confirmada a estimativa, a importação total da China, que consome metade de carne suína do planeta, será equivalente a toda a carne de porco que o Brasil produz, o que reforça o quão severa é a escassez provocada pelo vírus da peste suína africana.

O tamanho da necessidade do país asiático é equivalente ao gigantismo da suinocultura chinesa. Antes da epidemia de peste suína africana, a China era responsável por cerca de 50% da produção mundial dessa proteína — o que forçou os chineses a mudarem, ao menos em parte, seus hábitos alimentares, migrando para frango, peixes e até para a carne bovina.

Ben Santoso, analista do Rabobank baseado em Singapura, disse na sexta-feira que o plantel de porcos da China começou a dar sinais de recuperação com a retenção de matrizes. O processo de retomada, no entanto, é demorado, o que continuará a beneficiar exportadores brasileiros como Seara, BRF e Aurora.

“Para países como o Brasil, a crise provocada pela peste suína africana é uma oportunidade”, disse na sexta-feira o analista Wagner Yanaguizawa, do Rabobank. Ele estima que a produção de carne suína do Brasil crescerá 4% em 2020 e que as exportações aumentarão 15%, mesmo com o incremento dos custos de produção, puxados pelo milho usado na ração animal.

Do ponto de vista chinês, a União Europeia é a principal fornecedora da carne suína, mas o bloco econômico tem pouco espaço para aumentar a produção este ano, de acordo com a analista do Rabobank Eva Gocsik.

Para este ano, ela estima um aumento de produção de carne de porco na UE de não mais de 1%. “Esperamos que o crescimento venha da Espanha e Ucrânia, já que países como Alemanha e Holanda tendem a reduzir os volumes produzidos em função de questões regulatórias e ambientais”, afirmou. Metade da produção europeia de carne suína foi destinada para a China no último ano.

No cenário traçado pelo Rabobank, os EUA aumentarão em 3% sua produção de carne suína em 2020. No ano passado, a produção do país já cresceu, entre 4% e 5%, conforme a analista Christine McCracken. Segundo ela, o desafio americano não está em aumentar, propriamente, a produção de animais, mas em acompanhar esse movimento na indústria frigorífica, com a ampliação da capacidade de abates nas unidades. (Colaborou Luiz Henrique Mendes)

(Valor Econômico) ( Marina Salles)
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