Segunda-feira, 01 de Junho de 2020
Mercado Externo

Consumo de carne bovina cai ao menor nível da década na Argentina
Buenos Aires, Argentina, 14 de Janeiro de 2020 - O consumo de carne bovina na Argentina caiu em 2019 para o nível mais baixo da década, uma consequência direta da perda do poder aquisitivo provocada pela crise econômica que abala o país desde abril de 2018.

O tradicional churrasco dos domingos ganhou uma versão mais magra e econômica. A carne bovina já não detém a exclusividade e divide as "parrillas" com porco, frango e até legumes assados. A queda no consumo foi de 9,5%, ficando em 51,3 quilos por pessoa em 2019, segundo o presidente da Câmara de Indústria e Comércio de Carnes e Derivados da Argentina (Ciccra), Miguel Schiariti.

"Há um só motivo para explicar por que isso ocorreu e é a perda do poder aquisitivo do salário. A macroeconomia entrou no bolso das pessoas e elas consumiram menos", lamentou o empresário em entrevista concedida à Agência Efe. O preços da carne, porém, subiram mais do que a inflação, fechando o ano em alta de 60%, percentual maior que os 55% previstos para o índice de preços, ainda não calculado no acumulado de 2019.

A venda da carne vermelha caiu ao nível mais baixo desde 2011, um resultado pior que a cesta de alimentos e bebidas normalmente consumida pelos argentinos, que teve queda de 8%. O resultado só não foi pior que o do setor de laticínios, que recuou 12%. "A queda do consumo de carne vermelha vem ocorrendo há pelo menos 20 anos. Ela vem sendo substituída por porco ou frango de maneira muito significativa", explicou Schiariti.

MUDANÇA NA MESA DOS ARGENTINOS

Há 30 anos, o argentino consumia por ano cerca de 90 quilos de carne bovina, 8 quilos de frango e quatro quilos de porco. Agora, os números são bem diferentes. A carne de frango já ocupa quase o mesmo espaço que a vermelha na mesa dos consumidores - 46 quilos x 51,3 quilos. Já a suína subiu para 17 quilos anuais em média.

Parte da mudança tem relação, segundo o presidente da Ciccra, com a queda dos preços da carne de frango e de porco. Alimentos congelados e já preparados também caíram no gosto da população. Ainda que a queda do consumo de carne vermelha siga caindo a passos largos, o argentino segue ingerindo mais do que o dobro de proteína animal bovina recomendado por nutricionistas.

A Guia Alimentar para a População Argentina recomenda consumir uma porção de 150 gramas de carne bovina três vezes por semana, o que daria 23,4 quilos anuais, menos da metade do consumo atual.

CARNE CONTRA A FOME

Nem todas as classes sociais têm acesso à carne para alimentar suas famílias. Com uma economia em recessão desde abril de 2018, 40% da população em situação de pobreza e desemprego em alta, a alimentação dos mais vulneráveis tem os carboidratos como base, mais baratos que as proteínas de origem animal. Os últimos dados divulgados pelo governo local mostram que 41,1% das crianças e adolescentes com idades entre 5 e 17 anos estão em situação de sobrepeso, um resultado da dieta desequilibrada.

Diante desse cenário de crise social, a indústria propôs ao governo uma forma de participar do plano "Argentina contra a fome", que dará a pessoas em situação de vulnerabilidade cartões de débito que só poderão ser usados para a compra de alimentos. "A venda da carne que for feita com o cartão alimentar terá um desconto de 100 pesos (R$ 6,91) no quilo carne.

O corte mais popular é vendido entre 240 (R$ 16,6) e 310 pesos (R$ 21,4) o quilo. Uma parte o governo cobrirá, não cobrando imposto sobre essa a venda. A outra nós cobrimos como participantes do programa", explicou Schiariti. A ideia é ampliar o consumo interno da carne, mas também participar solidariamente do plano para que a proteína animal chegue aos que mais necessitam e às crianças.

EXPORTAÇÕES DISPARAM

Se a demanda diminuiu no país, o apetite do exterior pela carne argentina vem crescendo nos últimos anos. Cada vez mais é possível ver nas propriedades rurais do país o que os produtores chamam de "feedlots", um sistema rápido de engorda em pequenos espaços.

"Se consome menos carne no mercado interno, mas produzimos mais. Em comparação com 2015, exportávamos 180 mil toneladas e produzíamos 2,7 milhões de toneladas de carne. Em 2019, exportamos 830 mil toneladas e se produziu 3,15 milhões de toneladas", explicou o presidente da Ciccra.

Com a pecuária em alta, apesar de haver temores quanto a uma diminuição do rebanho nos próximos meses devido ao abate de muitas fêmeas em 2019, o produtor conseguiu ter estabilidade. Por esse motivo, a indústria gerou 3,5 mil postos de trabalho nos últimos quatro anos.

As exportações também colocaram US$ 3 bilhões na balança comercial da Argentina. A China é o principal comprador da carne do país, sendo o destino de 75% do total exportado.
(UOL/EFE) (Cecilia Caminos)
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