Quarta-feira, 05 de Agosto de 2020
Matérias-Primas

Produtor americano reduz ritmo de comercialização da soja a espera de melhores preços

Mercado em Chicago tem alta técnica. Além da menor oferta do grão, Chicago repercute venda de óleo de soja para o Marrocos, a recompra do grão pelos investidores e o alinhamento com o mercado do trigo.
Campinas, SP, 05 de Dezembro de 2019 - Em um dia de movimentação técnica para a soja, o mercado encerrou os negócios desta quarta-feira (4) em campo positivo na Bolsa de Chicago. Segundo o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, foram pequenos detalhes que permitiram essa pontual recuperação dos futuros da oleaginosa.

Entre elas, estiveram a venda de 20 mil toneladas de óleo de soja para o Marrocos e os participantes do mercado comprando posições de soja e vendendo de milho, ao contrário do que aconteceu na semana anterior.

Da mesma forma, os produtores norte-americanos pouco evoluindo em sua comercialização também acaba por ser um fator de leve suporte às cotações na Bolsa de Chicago. Ainda como explica Brandalizze, os atuais patamares de preços estão cerca de US$ 2,00 abaixo do alvo do produtor.

Entre o valor praticado na CBOT e o subsídio ofertado pelo governo Trump de US$ 2,00 por bushel, o preço- alvo do sojicultor norte-americano era de US$ 11,20 por bushel, e abaixo disso ele deixa a ponta vendedora do mercado.

Assim, para o consultor, o mercado deve seguir trabalhando no intervalo de US$ 8,70 a US$ 9,00 por bushel, até que alguma notícia nova e forte venha para mudar o direcionamento das cotações. E essas mudanças poderiam vir ou do clima na América do Sul ou de um acordo entre China e Estados Unidos, em guerra comercial há quase dois anos.

MERCADO BRASILEIRO

O ritmo dos negócios no mercado brasileiro se mostra mais lento esta semana, com o dólar em baixa e preços menos atrativos para os produtores.

Para a safra velha, os preços variam entre R$ 88,50 e R$ 89,00 nos portos, onde alguns negócios são efetivados. O Brasil tem, no entanto, menos de 10 milhões de toneladas de soja ainda para negociar. Na safra nova, com mais de 35% já comprometida, os produtores também evitam novos negócios e optam por manter o foco sobre os trabalhos de campo.
(Notícias Agrícolas) (Carla Mendes e Aleksander Horta )
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