Quinta-feira, 02 de Julho de 2020
Empresas

BRF teve lucro líquido de R$ 293,9 milhões no 3º trimestre
São Paulo, SP, 08 de Novembro de 2019 - Impulsionada pela recuperação dos preços das carnes de frango e suína nos mercados doméstico e internacional, a BRF reportou hoje um lucro líquido (atribuído aos sócios da controladora) de R$ 293,9 milhões no terceiro trimestre.

Trata-se de um desempenho bastante superior ao registrado no mesmo intervalo de 2018, quando a dona das marcas Sadia e Perdigão teve um prejuízo de R$ 798,9 milhões. No ano passado, a BRF sofria com efeitos da excesso de oferta de carne de frango e do embargo da União Europeia, que vetou os produtos da empresa depois da terceira fase da Operação Carne Fraca.

Nesse cenário de retomada, a BRF teve uma receita líquida de R$ 8,5 bilhões no terceiro trimestre, aumento de 8,4% na comparação com os R$ 7,8 bilhões do mesmo período do ano passado. No Brasil, a receita líquida aumentou 6,3%, totalizando R$ 4,4 bilhões.

Na mesma base de comparação, o preço médio dos produtos vendidos pela BRF em todo o mundo aumentou 10%. Em contrapartida, o volume vendido globalmente caiu 1,4%. No Brasil, principal mercado da companhia, a queda do volume comercializado foi de 1,7%. O preço médio dos produtos da Sadia e Perdigão no mercado nacional aumentou 8,1%.

Com a redução do volume vendido no país, a BRF voltou a perder participação no mercado brasileiro. De acordo com dados da consultoria Nielsen, a participação de mercado consolidada da empresa no país atingiu 43,3%, ante 44,2% no segundo trimestre.

É a menor participação de mercado da BRF em pelo menos dois anos, o que indica o desafio da empresa de manter a fatia de mercado em momentos de reajustes de preços. Essa dificuldade já havia aparecido na gestão de Pedro Faria — na era Abilio Diniz.

Em termos de rentabilidade, porém, o aumento dos preços teve resultados. No terceiro trimestre, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado da BRF totalizou R$ 1,6 bilhão, incremento de 178,1% ante os R$ 579 milhões do mesmo período do ano passado. Excluindo os ganhos com ICMS, que não devem se repetir em 2020, o Ebitda ajustado quase dobrou, atingindo R$ 1,1 bilhão.

A margem Ebitda ajustada atingiu 19% no terceiro trimestre, aumento de 11,6 pontos percentuais na comparação anual. Sem os ganhos de ICMS, a margem aumentou 6,1 pontos, atingindo 13,5% no terceiro trimestre. Na comparação com o segundo trimestre, porém, a margem Ebitda ajustada piorou. Entre março e junho, esse indicador alcançou 14,6%.

Financeiramente, a melhora dos resultados — o grupo gerou R$ 1,3 bilhão em caixa livre no trimestre — ajudou a BRF a reduzir rapidamente o índice de alavancagem. A relação entre o Ebitda ajustado e a dívida líquida da companhia encerrou o terceiro trimestre em 2,9 vezes, ante 3,74 vezes no fim de junho deste ano. Para o fim de 2019, a companhia prevê que o índice de alavancagem atinja 2,75 vezes, o que significa uma melhora ante a meta anterior. Até agosto, a companhia tinha como meta fechar o ano com 3,15 vezes.

Em comunicado assinado pelo presidente-executivo Lorival Luz, a BRF argumentou que, mesmo sem o efeito positivo do IFRS16 — norma que mudou o tratamento contábil sobre os arrendamento, aumentando o Ebitda da BRF ao reduzir despesas operacionais —, o índice de alavancagem teria atingido 3,21 vezes, ante 6,74 vezes de um ano atrás. A empresa não divulgou o cálculo combinado da alavancagem sem os ganhos de ICMS e o IFRS16.

No fim de setembro, a dívida bruta da BRF somava R$ 21,4 bilhões, redução de 5,4% na comparação anual. A companhia não considera em seus cálculos de dívida o IFRS16, que neste caso teria efeito negativo, já que os arrendamentos contariam como dívidas.
(Valor) (Luiz Henrique Mendes)
Imprimir esta notícia...
|
Deixe aqui sua opinião, insira seus comentários.
O espaço também é seu!

Quinta-Feira, 02/07
Milho fecha 1º dia do mês subindo no mercado brasileiro (07:37)
Apesar de safra recorde de soja, país deve fechar ano com menor estoque da história (07:27)
Soja: Brasil fecha semestre com embarques de mais de 63 mi de t, 43% a mais na comparação anual (07:19)
Quarta-Feira, 01/07
Plano Safra 2020/2021 entra em vigor nesta 4ª feira (09:52)
Frigoríficos: Paim quer anular portarias com medidas de prevenção que ele considera ineficazes (09:45)
Surpresa no relatório de área plantada eleva preços de soja e milho em Chicago (08:00)
Terça-Feira, 30/06
Mato Grosso já colheu 31,56% da segunda safra de milho; preços caíram 17% no mês (09:18)
O uso de imunomoduladores e betaglucanos nas aves é tema do novo episódio do podcast da FACTA (09:01)
China suspende importações de carne de três frigoríficos brasileiros devido à Covid-19 (06:26)
Segunda-Feira, 29/06
OVOS/CEPEA: fraca demanda e baixa liquidez seguem pressionando cotações (09:47)
Milho: dólar elevado favorece competitividade do milho no mercado externo (09:46)
Soja: demanda por óleo de soja volta a crescer no Brasil (09:45)
EUA: exportadores declaram segurança, mas refugam garantia de "vírus-free" (09:07)
Novo Outlook da Fiesp: boas perspectivas para um produtor confiável (09:05)
Pesquisadores da Unicamp analisam impacto das mudanças climáticas na safra de milho (07:53)
Justiça autoriza retomada parcial de unidade da JBS em Passo Fundo por quatro dias (07:47)
Ministério da Agricultura suspende exportação de frigorífico da JBS à China (07:45)
Sexta-Feira, 26/06
Com formato inédito, Qualificaves debate sobre a laringotraqueíte (08:12)
ABPA e Sindiavipar defendem o fim da interrupção das atividades da Avenorte (08:03)