Sábado, 30 de Maio de 2020
Matérias-Primas

Milho se desvaloriza em Chicago nesta quinta-feira com números fracos para a exportação

Agora mercado aguarda estimativas de produção do USDA na sexta-feira.
Campinas, SP, 08 de Novembro de 2019 - Ontem, quinta-feira (07), chegou ao final com desvalorizações para os preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram perdas entre 3,00 e 4,00 pontos.

O vencimento dezembro/19 foi cotado à US$ 3,75 com queda de 3,50 pontos, o março/20 valeu US$ 3,83 com desvalorização de 4 pontos, o maio/20 foi negociado por US$ 3,91 com perda de 3,75 pontos e o julho/20 teve valor de US$ 3,97 com baixa de 3 pontos.

Esses índices representaram queda, com relação ao fechamento da última quarta-feira, de 0,26% para o dezembro/19 e estabilidade para o março/20, maio/20 e julho/20.

Segundo informações da Agência Reuters, os contratos futuros de milho caíram pela sexta sessão consecutiva devido à fraca demanda de exportação e ao posicionamento dos investidores antes de um relatório mensal do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

“Os movimentos de preços foram restringidos com cautela antes do relatório do USDA de sexta-feira, com o consenso em uma pesquisa da Reuters sugerindo que o departamento reduzirá as perspectivas para a soja e o milho dos EUA”, diz Karl Plume da Reuters Chicago.

Para o analista de mercado da Price Futures Group, Jack Scoville, o milho ainda está sentindo a pressão da colheita e a falta de demanda e as tendências do gráfico estão começando a diminuir.

“A atividade de colheita no meio-oeste aumentou esta semana, com o clima frio, mas mais seco. As temperaturas muito baixas são prováveis ​​depois que algumas chuvas e neve se movem pela região nos próximos dias. Os dados de rendimento mostram culturas mistas, mas alguns resultados muito bons”, aponta Scoville.

Ainda nesta quinta-feira, o USDA divulgou seu relatório de vendas e exportação apontando que as vendas semanais de milho ficaram abaixo do esperado e somaram 487,9 milhões de toneladas, enquanto as projeções eram de 600 mil a 1,2 milhão de toneladas. São 11% a menos do que na semana passada, mas 15% maior do que a média das últimas quatro semanas.

Agora, o USDA divulgará suas últimas estimativas de produção e oferta e demanda na sexta-feira e muitos esperam que a agência reduza novamente a demanda de exportação em suas projeções e aumente os estoques finais. “Prevê-se que a produção e os rendimentos sejam mais baixos”, diz Scoville.

Mercado interno

No mercado físico brasileiro, a quinta-feira registrou cotações permanecendo sem movimentações, em sua maioria. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram registradas desvalorizações apenas na praça de Sorriso/MT disponível (3,57% e preço de R$ 27,00).

Já as valorizações foram percebidas em Campinas/SP (1,13% e preço de R$ 43,83), Assis/SP (1,39% e preço de R$ 36,50), Pato Branco/PR (1,48% e preço de R$ 34,20), Ubiratã/PR, Londrina/PR e Cascavel/PR (1,54% e preço de R$ 33,00), Dourados/MS (2,86% e preço de R$ 36,00) e Sorriso/MT balcão (9,52% e preço de R$ 23,00).

De acordo com o reporte diário da XP Investimentos, o mercado de grãos retoma tendência altista.

“Nesta quinta-feira, vendedores e intermediários permanecem foram mercado, especulando suas cargas de físico com a alta da taxa de câmbio. Estes vinham cedendo nas negociações e aceitando entregar seus lotes estocados e, agora, aproveitam um cenário mais favorável. A incerteza climática e os elevados níveis de exportação, inclusive, vinham garantindo suporte às referências até então”, dizem os analistas.
(Notícias Agrícolas) (Guilherme Dorigatti)
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