Domingo, 31 de Maio de 2020
Matérias-Primas

Soja fecha a 5ª feira com leves altas em Chicago

Mercado acumula ganhos de mais de 3% nos últimos 30 dias
Campinas, SP, 18 de Outubro de 2019 - Os preços da soja fecharam a sessão desta quinta-feira (17) em campo positivo, porém, com ganhos modestos. O mercado terminou o dia subindo entre 2 e 3,50 pontos nos principais contratos, amenizando as altas observadas mais cedo, que passaram dos 8 pontos.

Assim, o vencimento novembro/19, referência para a safra dos Estados Unidos, fechou com US$ 9,31 por bushel, enquanto o maio/20, indicativo para a nova temporada do Brasil, foi a US$ 9,65 por bushel.
Nos últimos 30 dias, os preços da soja subiram de forma bastante considerável, acumulando ganhos de mais de 3%.

O contrato março/20, de 17 de setembro a 17 de outubro subiu 4,13% passando de US$ 9,19 para US$ 9,57. O maio/20 foi de US$ 9,30 para US$ 9,65, com ganho de 3,76%.

OFERTA

A preocupação com a oferta tem sido o principal motivador dos preços, diante de problemas que a nova safra norte-americana ainda enfrenta.

Nos últimos dias, porém, as condições tem se mostrado um pouco mais favoráveis para os trabalhos de colheita no Meio-Oeste dos Estados Unidos, depois de semanas de adversidades como geadas, nevascas e o frio intenso, além de chuvas constantes em alguns pontos.

De acordo com o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, até o último domingo (13), a colheita estava concluída em 26% da área, bem atrasada ainda em relação a 2018 e se comparada à média dos últimos cinco anos.

E o USDA, inclusive, já informou que fará uma revisão nos números de área colhida de soja e milho nos estados de Dakota do Norte e Minnesota depois dos problemas causados pela neve da semana passada. Ainda segundo o departamento, quaisquer mudanças expressivas serão relatadas nos próximos boletins.

"Os produtores têm registrado condições melhores, de tempo mais seco para a colheita nos EUA, até que um novo sistema se forme trazendo mais chuvas para a próxima semana", explica Bryce Knorr, analista sênior do portal Farm Futures. O mapa abaixo, do NOAA, o serviço oficial de clima do governo americano, mostra as chuvas mais intensas.

No Brasil, o clima também preocupa, porém, os efeitos na Bolsa de Chicago ainda são limitados. Com o Oeste do Paraná sem chuvas há mais de um mês, muitas áreas de soja deverão ser replantadas no estado. Alguns volumes são esperados para os próximos dias.

Ainda assim, o Diretor Técnico da EMATER - PR, Nelson Harger, em entrevista ao Notícias Agrícolas nesta quinta-feira, disse que houve um erro estratégico na escolha do plantio antes das chuvas.

"O produtor arriscou plantar no sedo para viabilizar a safrinha de milho, mas ela dá menos rentabilidade e possui mais riscos. O produtor não deve colocar a semente no solo arriscando a sua renda na principal safra do ano. Hoje em dia, a semente empata com os adubos nos custos de produção e toda a tecnologia empregada se perde neste solo seco", diz Harger.

DEMANDA

Do lado da demanda, as especulações são mais frequentes do que notícias efetivas, o que faz com que as altas originadas dessas informações se mostrem bastante frágeis na Bolsa de Chicago. Nesta quinta, a China informou que já está redigindo o texto da fase um do acordo firmado com os EUA na semana passada e animou o mercado.

O porta-voz do Ministério do Comércio chinês, Gao Feng, veio à mídia para dar mais detalhes de como a construção do texto está acontecendo, em uma operação bem próxima aos negociadores norte-americanos. Entretanto, se e recusou a comentar os números informados pelo presidente americano Donald Trump na semana passada sobre um comprometimento da China em ampliar suas compras de produtos agrícolas norte-americanos para algo entre US$ 40 bilhões e US$ 50 bilhões. Afinal, a nação asiática não confirmou o montante.

"As empresas chinesas aumentarão suas compras de produtos agrícolas americanos de acordo com as necessidades domésticas e os Estados Unidos criarão boas condições para essas compras", reafirmou o porta-voz chinês, reforçando ainda com os dados mais atuais sobre as últimas compras da China no mercado agrícola americano.

Assim, as expectativas de que os chineses seguirão fazendo mais compras de soja e demais produtos no mercado agrícola norte-americano são grandes, porém, ainda sem consistência. E até que isso aconteça, o mercado ainda se mostra um tanto sem direção e mantendo-se cauteloso.

PREÇOS NO BRASIL

As referências melhores sendo praticadas na Bolsa de Chicago ao lado de um dólar acima de R$ 4,15 puxaram os preços da soja também nos portos do Brasil, mesmo com ganhos tímidos. No interior, as variações foram mais intensas, porém, negativas em algumas praças de comercialização.

A soja disponível fechou com R$ 89,30 em Paranaguá e R$ 89,00 em Rio Grande. Para a safra nova, referência março/20, são R$ 87,00 no terminal paranaense e R$ 87,50 no gaúcho.

Segundo Vlamir Brandalizze, consultor da Brandalizze Consulting, as referências para a safra nova, em meses mais a frente, como junho e julho, já marcam preços entre R$ 90,00 e R$ 90,50 por saca. E com isso, bons negócios têm sido efetivados.
(Notícias Agrícolas) (Carla Mendes)
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