Quinta-feira, 20 de Fevereiro de 2020
Saúde Animal

Escândalo com salsicha contaminada na Europa

Desta vez o problema tem origem na Alemanha e se trata de salsicha infectadas por listeria.
Genebra, Suíça, 17 de Outubro de 2019 - Um novo escândalo envolvendo carne contaminada atinge a Europa, colocando em xeque um sistema de controle sanitário que os europeus costumam considerar “modelo” quando fazem pressão sobre países como o Brasil e outros parceiros comerciais.

Desta vez o problema tem origem na Alemanha e se trata de salsicha infectadas por listeria - um micróbio que pode ser contraído por meio da ingestão de alimentos - produzida pela empresa alemã Wilke. A empresa paralisou as atividades há duas semanas e agora é acusada agora de negligencia homicida.

Três pessoas morreram no país desde o ano passado em consequência da salsicha contaminada, segundo as primeiras informações das autoridades alemãs. Outras duas mortes suspeitas estão sendo investigadas.

O escândalo foi descoberto depois que imagens dos depósitos da Wilke foram enviados à imprensa, mostrando graves problemas de higiene, principalmente com os estoques de salsicha Leberkase.

Mas a salsicha contaminada foi amplamente distribuída pela companhia através de 13 diferentes marcas em cerca de 30 países na Europa e no mundo, o que potencialmente abre espaço para mais problemas de saúde.

As questões se acumulam. Afinal, como foi possível um escândalo sanitário de larga escala se repetir na Europa, apesar dos propagados controles no mercado comum europeu? Em agosto, um instituto alemão confirmou a listeria nos produtos da WIlke. No entanto, as autoridades sanitárias do Estado de Hesse só tomaram alguma iniciativa oito dias depois.

O problema central é como o rastreamento da cadeia de produção fracassou. E o fato de as autoridades nacionais nem sempre implementarem de forma adequada e suficiente os padrões sanitários europeus exigidos, de acordo com organizações de proteção dos consumidores.

“Estamos fartos”, reagiu o popular jornal alemão “Bild”, sobre os sucessivos casos de falta de controle sanitário na Europa. De acordo com o jornal, há anos que os inspetores de alimentos da Alemanha estão sobrecarregados, e os governos regionais têm poucas equipes.

Na região em que era produzida a linguiça Wilke, em 2018 houve apenas metade das inspeções programadas da fábrica. Agora, as autoridades federal, estadual e local estão mais uma vez se acusando mutuamente.

O “Bild” publicou relato de um trabalhador romeno sobre as precárias condições de trabalho e desagradáveis misturas de carne podre. Segundo a fonte, bastava misturar temperos e sal na carne para ninguém perceber que o produto estava estragado.

A lista de escândalos alimentares é grande na Europa. Desde a doença da “vaca louca”, passando por frango com dioxina, ovos contaminados com fipronil, carne de cavalo substituindo carne bovina em lasanha - ou, ainda, a intoxicação por uma fonte muito tóxica da bactéria E.coli que matou 48 pessoas na Alemanha em 2011.

Enquanto isso, a União Europeia e produtores europeus continuam reclamando de insuficiências no sistema de controle sanitário de diversos países - a começar pelo Brasil - que exportam alimentos para o mercado comum europeu.
(Valor) (Assis Moreira)
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