Quinta-feira, 20 de Fevereiro de 2020
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Soja: Brasil deve ter menor expansão de área em 13 anos
Campinas, SP, 04 de Outubro de 2019 - A safra 2019/20 de soja do Brasil já é destaque na mídia internacional, principalmente com a guerra comercial entre China e Estados Unidos ainda em curso e com a demanda da nação asiática inspirando uma série de incertezas em função da Peste Suína Africana. Mais do que isso, o país deverá, enfim, se consolidar como o maior produtor mundial da commodity.

Assim, a agência internacional de notícias Bloomberg fez uma pesquisa com 10 analistas de mercado que mostrou que o crescimento da área brasileira cultivada com a oleaginosa deve ser de modestos 1,8% em relação à temporada anterior pata 36,7 milhões de hectares. Caso se confirme, ainda de acordo com o levantamento, esse será a menor expansão em 13 anos. A Bloomberg aponta que a média de crescimento dos últimos cinco anos é de 3,5% e nas últimas 10 safras, de 5%.



Apesar disso, ainda se espera uma produção recorde, apontada pela pesquisa da Bloomberg, em 123 milhões de toneladas. As expectativas de produtividade para esta temporada, afinal, são bastante positivas, caso, é claro, as condições climáticas favoreçam o desenvolvimento das lavouras.

Para o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, "até agora essa safra do Brasil é uma safra sem problemas, onde podem ser colhidas 125 milhões de toneladas, ou até um pouco mais do que isso".

Na região de Correntina, na Bahia, por exemplo, os produtores esperam aumentar o rendimento médio da soja para 60 sacas por hectare, contra 55 da safra anterior. Em entrevista ao Notícias Agrícolas, o produtor local Ricardo Vieira afirma que as previsões mostram tempo favorável para o desenvolvimento das lavouras, o que poderia, de fato, promover esse aumento de produtividade.

Com boas previsões indicando chuvas adequadas entre outubro e novembro, o plantio da soja em Correntina deverá ser iniciado em 20 de outubro. O vazio sanitário termina no próximo dia 8 no estado baiano.

No Rio Grande do Sul, as perspectivas também são bastante positivas, segundo o presidente da Aprosoja RS, Luis Fernando Marasca Fucks, que espera chuvas dentro da normalidade e um cenário também adequado ao desenvolvimento das lavouras. Confirmado esse quadro, a expectativa da instituição é de que a produção gaúcha aumente entre 500 mil e 1 milhão de toneladas.

Na região de Rio Verde, em Goiás, o plantio da soja caminha ainda lentamente, porém, o diretor do Sindicato Rural local, José Roberto Brucceli, explica que esse atraso pode ser positivo para a oleaginosa, uma vez que na região as lavouras plantadas um pouco mais tarde registram melhor potencial produtivo.

PRODUTIVIDADE X CUSTOS DE PRODUÇÃO

E esse foco ainda maior dos produtores em seus custos de produção é o que justifica essa necessidade e busca dos sojicultores por melhores índices de produtividade, que afirmam que esse ano os custos são os maiores de todos os tempos.

Em entrevista à Bloomberg, o produtor de Mato Grosso Oswaldo Pasqualotto afirma que "este é um dos anos de maiores incertezas dos últimos 10 ou 15 anos". Por conta de chuvas ainda insuficientes para o plantio, o sojicultor ainda não iniciou seus trabalhos de campo nos 11 mil hectares projetados.

Mais do que isso, a questão cambial também foi uma questão de peso ainda mais agressivo no planejamento dos produtores brasileiros. O andamento do dólar tem sido bastante volátil nos últimos meses, a moeda norte-americana registrou níveis recordes e embora favoreça as exportações, eleva os custos e gera ainda mais incertezas.

PRÊMIOS

Os prêmios também são uma preocupação para os produtores brasileiros neste momento. A demanda da China se tornou um pouco mais frequente nos EUA nas últimas semanas, e a Peste Suína Africana, que se alastra pela Ásia, também impactou as compras das nação asiática. Um gráfico também da Bloomberg mostra a relação da intensificação da doença com a baixa dos prêmios no Brasil.

Prêmios no Brasil - Bloomberg

Os valores de prêmios pagos pela soja foram pressionados nos últimos dias. Segundo o consultor de mercado da Brandalizze Consulting, o mercado, porém, não tem espaço para uma queda ainda mais acentuada destes prêmios. Afinal, o volume de soja disponível se ajusta mais a cada dia e a demanda pelo produto nacional segue aquecida, mesmo com essas compras pontuais - e por cotas - da nação asiática no mercado norte-americano.

Para a safra nova, ainda segundo Vlamir Brandalizze, os prêmios são bons e estão acima da média histórica diante das perspectivas de o Brasil colher uma safra recorde de 125 milhões de toneladas, ou algo próximo disso. São valores atuando no intervalo de 35 a 50 centavos de dólar acima dos valores do bushel na Bolsa de Chicago.
(Notícias Agrícolas) (Carla Mendes)
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