Domingo, 16 de Fevereiro de 2020
Matérias-Primas

Milho perde valor na Bolsa de Chicago nesta quarta-feira

Consultoria aponta aumento na produtividade americana.
Campinas, SP, 03 de Outubro de 2019 - A quarta-feira (02) chegou ao final com desvalorizações para os preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram quedas entre 4,50 e 4,75 pontos.

O vencimento dezembro/19 foi cotado à US$ 3,87 com queda de 4,75 pontos, o março/20 valeu US$ 3,99 com desvalorização de 4,75 pontos, o maio/20 foi negociado por US$ 4,04 com perda de 4,50 pontos e o julho/20 teve valor de US$ 4,07 com baixa de 4,50 pontos.

Esses índices representaram desvalorizações, com relação ao fechamento da última terça-feira, de 1,28% para dezembro/19, de 1,24% para o março/20, de 1,22% para o maio/20 e de 0,97% para o julho/20.

Segundo informações da Farm Futures, os preços do milho reverteram na quarta-feira, perdendo mais de 1% em uma rodada de vendas técnicas, pois as previsões meteorológicas de curto prazo sugerem uma colheita mais rápida nesta semana em muitas partes do cinturão do milho.

“Os mercados de soja, milho e trigo estão sofrendo uma retração hoje, com algum lucro e reposicionamento após seus fortes aumentos nesta semana. O dólar permanece em uma forte tendência em torno dos máximos de dois anos, o que é um fardo para as exportações dos EUA”, disse Matt Ammermann, gerente de risco de commodities do INTL FCStone.

A previsão do INTL FCStone para a colheita de milho nos EUA deste ano aumentou o tom de baixa. A empresa elevou na terça-feira sua estimativa da produtividade média de milho nos EUA 2019 para 169,3 bushels por acre (177 sacas por hectare), de 168,4 (176,1 sacas) em seu relatório mensal anterior divulgado em 4 de setembro.

Além do clima, o mercado aguarda a divulgação do relatório semanal de exportação do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que deve ser feita amanhã. “Os analistas esperam que a agência mostre vendas de milho entre 15,7 e 31,5 milhões de bushels (entre 398.780 e 800.100 toneladas) na semana que termina em 26 de setembro”, aponta o analista de grãos Ben Potter.

Mercado interno

No mercado físico brasileiro, a quarta-feira registrou cotações permanecendo sem movimentações, em sua maioria. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, não foram registradas desvalorizações no dia.

Já as valorizações foram percebidas nas praças de Campinas/SP (1,24% e preço de R$ 40,89), Palma Sola/SC (1,49% e preço de R$ 34,00), Tangará da Serra (1,92% e preço de R$ 26,50), Jataí/GO (2,31% e preço de R$ 31,00) e Brasília (3,33% e preço de R$ 31,00).

A Agrifatto Consultoria destaca o papel importante do etanol de milho brasileiro para influenciar nas cotações internas e na diminuição de 19,4% das importações dos Estados Unidos.

“O principal motivo se dá pela maior produção de etanol no Brasil, diminuindo nossas importações do produto americano. A região centro-sul registrou acréscimo de 72,6% para a produção a partir do milho ante a safra 18/19 (produzindo 496,9 milhões de litros)”, diz a nota.

Outro ponto destacado é a comercialização antecipada da safra 2019/20. “Neste sentido, o MT já comercializou 35,84% do milho que ainda será semeado, alta semanal de 3,46%, além de avanço de 11,67% em relação a 2018. Portanto, a venda antecipada, um importante fator para a formação dos preços na safra 2018/19, pode se repetir no próximo ano, limitando alívios aos preços do cereal”.
(Notícias Agrícolas) (Guilherme Dorigatti)
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