Quinta-feira, 28 de Maio de 2020
Matérias-Primas

Cotações do milho registraram poucas movimentações nesta quinta-feira em Chicago
Campinas, SP, 20 de Setembro de 2019 - Ontem, a quinta-feira (19) chegou ao final com leves ganhos para os preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram valorizações entre 1,00 e 1,50 pontos.

O vencimento dezembro/19 foi cotado à US$ 3,72 com alta de 1,50, o março/20 valeu US$ 3,84 com valorização de 1,50 pontos, o maio/20 foi negociado por US$ 3,91 com ganho de 1,50 pontos e o julho/20 teve valor de US$ 3,97 com elevação de 1 ponto.

Esses índices representaram valorizações, com relação ao fechamento da última quarta-feira, de 0,27% para o dezembro/19, 0,52% no março/20, de 0,26% para o maio/20 e de 0,25% para o julho/20.

Segundo informações da Agência Reuters, o milho ficou estável, pois o mercado pesou o clima favorável da colheita contra sinais de melhora na demanda por grãos.

“Os mercados de grãos foram oprimidos pelas expectativas de temperaturas acima do normal nas áreas de milho e soja do Centro-Oeste dos EUA em outubro. O clima mais quente foi visto acelerando a maturidade da colheita e diminuindo o risco de que os rendimentos pudessem ser danificados pela geada”, aponta Karl Plume da Reuters Chicago.

De acordo com a Agência, “prevê-se um clima ameno no Centro-Oeste dos EUA durante pelo menos os próximos 15 dias. Chuvas acima do normal nesse período podem ajudar as lavouras que não têm umidade este mês, mas também podem atrasar algumas colheitas precoces”.

A publicação destaca também que, apesar disso, os futuros firmaram-se de baixas noturnas depois que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) relatou vendas semanais de exportação de milho e soja nos EUA acima das expectativas do comércio.

O número de vendas semanais de milho ficou em 1,465 milhão de toneladas, com o México sendo o principal destino. O mercado, porém, esperava algo entre 900 mil e 1,3 milhão de toneladas. No acumulado da temporada, as vendas norte-americanas do cereal são de 8,665 milhões de toneladas, 48% menor do que no mesmo período da temporada anterior.

“Um bom número de vendas de exportação está sendo compensado por uma previsão do tempo não ameaçadora”, disse Ted Seifried, estrategista-chefe de mercado do Zaner Group.

Outro ponto que segue no radar do mercado é a Guerra Comercial entre China e Estados Unidos.

“O mercado está "cautelosamente otimista" de que gestos recentes de boa vontade de Pequim, incluindo algumas compras de soja há muito procuradas nos EUA, possam aproximar os Estados Unidos e a China de um acordo para acabar com a guerra comercial”, disse Seifried.

Plume reporta ainda que, os vice negociadores comerciais dos EUA e da China devem retomar as negociações pessoalmente pela primeira vez em quase dois meses na quinta-feira. As negociações, quinta e sexta-feira, visam estabelecer as bases para negociações de alto nível no início de outubro.

Mercado interno

No mercado físico brasileiro, a terça-feira registrou cotações permanecendo sem movimentações, em sua maioria. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, não foi registrada nenhuma desvalorização.

Já as valorizações foram percebidas nas praças de Assis/SP (1,67% e preço de R$ 30,50), Pato Branco/PR (1,71% e preço de R$ 29,70), Jataí/GO e Rio Verde/GO (1,75% e preço de R$ 29,00), Ubiratã/PR e Londrina/PR (1,79% e preço de R$ 28,50), Sorriso/MT disponível (10% e preço de R$ 22,00) e Sorriso/MT balcão (10,53% e preço de R$ 21,00).

Em seu boletim diário, a Radar Investimentos aponta que “o mercado físico do milho está de lado. O comprador segue cauteloso, adquirindo apenas quantidades pequenas, mas já vê dificuldade para encontrar grandes volumes. O vendedor não tem pressa”.

Para a XP Investimentos, o mercado físico de milho com pouco fluxo de comercialização.

“De maneira geral, o fluxo de comercialização é baixo e compradores/vendedores vão se testando em preço. Nenhuma das partes possui um grande interesse/necessidade de concretizar os negócios e, assim, a consolidação dos negócios se arrasta. A novidade fica por conta das retomadas de alta no dólar, voltando a elevar as indicações de portos”, dizem os analistas.
(Notícias Agrícolas) (Guilherme Dorigatti)
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