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Sábado, 06 de Junho de 2020
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Soja: mercado brasileiro terminou a semana com queda de mais de 20% nos prêmios
Campinas, SP , 16 de Setembro de 2019 - A semana terminou na última sexta-feira 13 para o mercado da soja com baixas de mais de 20% nos prêmios para o produto brasileiro em relação à sexta anterior. Entre as principais posições de entrega, o outubro foi de 130 para 95 pontos, perdendo 26,92% na semana.

Entretanto, como relatou o consultor em agronegócios Ênio Fernandes, da Terra Agronegócios, os valores praticados já têm variado entre 65 e 70 cents somente. Nos melhores momentos, tais posições chegaram a bater em mais de 140, 150 pontos.

Os negócios não chegaram a perder tanto fôlego e ritmo, mas também não se comportaram como em semanas anteriores. Afinal, com o recuo dos prêmios e também do dólar nesta semana, os preços da soja nos portos do país para o produto da safra velha voltaram a variar entre R$ 85,50 e R$ 86,00 por saca, ainda segundo Fernandes, depois de bater em mais de R$ 88,00 nos últimos dias.

"Nossa ânsia exportadora diminui um pouco neste momento, mas ainda continuamos vendendo bem. E a China precisa comprar nos Estados Unidos também", explica o consultor da Terra. E a pressão maior sobre os prêmios veio, justamente, dessa maior aproximação da China com os EUA, resultado de movimentos de ambos os lados para amenizar as tensões da guerra comercial nos últimos dias.

Somente nesta sexta, a nação asiática comprou 204 mil toneladas de soja da safra 2019/20 norte-americana. O anúncio foi feito pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados unidos) e confirma as sinalizações de que os chineses estariam, de fato, dispostos a voltar pontualmente ao mercado dos EUA.

Já na quinta (12), o Notícias Agrícolas deu a notícia de que compradores da China estariam pesquisando preços de soja norte-americana para compras de 1 milhão a 2 milhões de toneladas para embarques entre novembro e dezembro pelos porto do Pacífico, de acordo com informações apuradas pela ARC Mercosul.

De acordo com a consultoria, o 'pacote total' seria de algo entre 4 e 5 milhões de toneladas, segundo fontes ouvidas pela ARC, e irá depender de como as negociações acontecerem em outubro, quando se encontram presencialmente as delegações dos dois países em Washignton.

PREÇOS EM CHICAGO

Na Bolsa de Chicago, os futuros da oleaginosa fecharam com leves ganhos de pouco mais de 3 pontos nos principais contratos, mas acumulou uma alta de mais de 4% na semana. O vencimento novembro subiu 4,78% para ficar nos US$ 8,98 e o março/20, referência para a safra brasileira, nos US$ 9,24 por bushel.

E boa parte desse avanço expressivo dos preços durante esta semana veio dessa melhora na relação entre chineses e americanos. O relatório mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) foi divulgado na quinta (12), mas seus números foram insuficientes para promover uma mudança ainda mais intensa nas cotações.

O objetivo do mercado neste momento, porém, é o de entender quais serão os próximos passos do mercado depois destas últimas notícias. "Operadores do mercado aqui em Chicago estão tentando esclarecer uma diversidade de anúncios publicados pela China sobre as tarifas de importação nos Estados Unidos", disseram os diretores da ARC Mercosul.

"Nossas fontes na Ásia não acreditam que o governo chinês aprovará mais do que algo entre 2 e 3 milhões de toneladas da soja norte-americana sendo importada sob a isenção de tarifas. O anúncio da parte chinesa só serviu para demonstrar alguma “gentileza” para a abertura de novas conversas com Trump", completam os especialistas.
(Notícias Agrícolas) (Carla Mendes)
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