Sexta-feira, 28 de Fevereiro de 2020
Matérias-Primas

Semana acaba com milho desvalorizado na Bolsa de Chicago

Cotações caíram cerca de 1% nesta sexta-feira e 4% na semana
Campinas, SP, 09 de Setembro de 2019 - A semana chega ao final com desvalorizações para os preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram baixas entre 3,00 e 4,00 pontos nesta sexta-feira (06).

O vencimento setembro/19 foi cotado à US$ 3,42 com queda de 4 pontos, o dezembro/19 valeu US$ 3,55 com desvalorização de 3,25 pontos, o março/20 foi negociado por US$ 3,68 com baixa de 3 pontos e o maio/20 teve valor de US$ 3,77 com perda de 3,25 pontos.

Esses índices representaram desvalorizações, com relação ao fechamento da última quinta-feira, de 1,16% para o setembro/19, 0,84% no dezembro/19, de 0,81% para o março/20 e de 0,79% para o maio/20.

Com relação ao fechamento da última sexta-feira (30), os futuros do milho acumularam desvalorização de 4,47% no contrato setembro/19, e valorizações de 3,79% no dezembro/19, de 3,66% no março/20 e 3,33% no maio/20 na comparação dos últimos sete dias.

Segundo informações da Agência Reuters, os futuros de milho dos Estados Unidos caíram para o mínimo de vida contratual na sexta-feira, pressionados por decepcionantes dados semanais de exportação dos EUA e previsões de clima benigno no coração do cinturão agrícola do Centro-Oeste.

“Além disso, as previsões apontam chuvas benéficas na próxima semana em partes do Cinturão do Milho, sem sinais de um período frio que poderia encurtar a estação de crescimento das culturas de milho e soja que amadurecem este ano”, comenta Julie Ingwersen da Reuters Chicago.

“O clima nos EUA não é ameaçador. Não esperamos geadas ou congelamentos até o final do mês”, disse Terry Reilly, analista sênior da Futures International em Chicago.

Ainda nesta sexta-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou seu novo reporte semanal de vendas para exportação mostrando vendas de 582,6 mil toneladas de milho, enquanto as expectativas do mercado variavam de 500 mil a 900 mil toneladas.

Mercado interno

No mercado físico brasileiro, a sexta-feira registrou cotações permanecendo sem movimentações, em sua maioria. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, a única valorizações registrada aconteceu em São Gabriel do Oeste/MS (+ 5,66% e preço de R$ 28,00).

Já as desvalorizações foram percebidas nas praças de Assis/SP (1% e preço de R$ 29,70), Campinas/SP (1,31% e preço de R$ 36,94), Dourados/MS (1,64% e preço de R$ 30,00), Ubiratã/PR, Londrina/PR e Cascavel/PR (1,79% e preços de R$ 27,50), Sorriso/MT disponível (6,98% e preço de R$ 20,00) e Sorriso/MT balcão (13,15% e preço de R$ 18,50).

Em entrevista ao Notícias Agrícolas nesta sexta-feira, o consultor da INTL FCStone, Étore Baroni, comentou que a produção desta segunda safra deve atingir o patamar de 70/72 milhões de toneladas, totalizando 100 milhões de toneladas ao unir os números da safra verão, e cerca de 70% da safrinha já foi negociada, com preços bastante atrativos aos produtores.

Já quando olha para as exportações, o Brasil já embarcou 19,5 milhões de toneladas até o mês de agosto, e o analista espera atingir as 25 milhões de toneladas (total registrado em 2018) já em setembro, finalizando o ano com aproximadamente 35 milhões, mantendo o ritmo de alta.

Apesar do alto índice exportado, Baroni acredita que não deva faltar milho no Brasil, mas mesmo assim, os preços devem seguir ganhando força, o que garante uma melhor oportunidade ao produtor armazenar o restante de sua produção para buscar vendas em outros momentos.
(Notícias Agrícolas) (Guilherme Dorigatti)
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