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Milho: USDA amplia produtividade dos EUA e cotações despencam em Chicago nesta 2ªfeira
Campinas, SP, 13 de Agosto de 2019 - A segunda-feira (12) chegou ao final com grandes desvalorizações para os preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram quedas de 25 pontos.

O vencimento setembro/19 foi cotado à US$ 3,85 com queda de 25 pontos, o dezembro/19 valeu US$ 3,92 com baixa de 25 pontos, o março/20 foi negociado por US$ 4,03 com perda de 25 pontos e o maio/20 teve valor de US$ 4,09 com desvalorização de 25 pontos.

Esses índices representaram perdas, com relação ao fechamento da última sexta-feira, de 6,10% para o setembro/19, de 6,00% no dezembro/19, de 5,84% para o março/20 e de 5,76% para o maio/20.

Segundo informações da Agência Reuters, os futuros de milho de Chicago caíram 6% na segunda-feira, a caminho da maior queda em mais de três anos, depois que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) previu uma colheita maior do que a esperada.

O relatório divulgado nesta segunda-feira elevou a produção americana do cereal para 353,1 milhões de toneladas, enquanto o mercado esperava uma redução expressiva para 335,12 milhões de toneladas.

“O USDA reviu os agricultores após uma ampla crítica a um relatório de junho sobre quantos acres de milho seriam plantados. Sua nova pesquisa mostrou que os agricultores plantaram 90,0 milhões de acres (36,4 milhões de hectares), bem acima dos 80,05 milhões de acres (32,3 milhões de hectares) da pesquisa de junho”, diz Barbara Smith da Reuters Chicago.

“Os traders não conseguiam ver os acres de milho cortados tanto quanto eles queriam, por isso estão enviando os mercados futuros para uma baixa acentuada. A safra não é tão ruim quanto as pessoas previam lá fora”, disse Terry Reilly, analista sênior de commodities da Futures International.

“Esses números não poderiam ter sido piores para o milho, e o milho é a locomotiva que puxa o trem de grãos”, disse Charlie Sernatinger, analista da ED & F Man Capital.

De acordo com Smith, alguns analistas disseram que o número de milho do USDA ainda é suspeito, particularmente o rendimento projetado de 169,5 bushels por acre (177,3 sacas por hectare). “O rendimento do milho ainda é uma surpresa, vamos ver se o mercado ainda acredita no fechamento”, disse Mike Zuzolo, presidente da Global Commodity Analytics.

Mercado interno

No mercado físico brasileiro, a segunda-feira registrou cotações permanecendo sem movimentações, em sua maioria. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, as únicas valorização registradas aconteceram em Campinas/SP, Oeste da Bahia, Luís Eduardo Magalhães/BA, São Gabriel do Oeste/MS (3,85% e preço de R$ 27,00) e Sorriso/MT disponível (4,55% e preço de R$ 23,00).

Já as desvalorizações foram percebidas apenas nas praças de Dourados/MS, Jataí/GO, Rio Verde/GO, Campo Novo do Parecis/MT (4% e preço de R$ 24,00), Porto Paranaguá/PR (4,76% e preço de R$ 40,00) e Sorriso/MT balcão (8,51% com preço de R$ 8,51).

A XP Investimentos aponta que o mercado físico volta a fica pressionado após a divulgação do USDA, que acusou novamente crescimento da produção e dos estoques tanto para o país como para o mundo.

“Os números, mais uma vez, contrariaram as expectativas de boa parte do mercado. Nos últimos dias, as referências subiram seguidamente sob forte especulação de quebra de produção, mais uma vez não configurada. Após a divulgação do mesmo, inclusive, as referências em Chicago estão em limite de baixa, com o mercado em circuit-break. Até o momento, tradings reprecificam os prêmios de porto, mas baixas são esperadas”.
(Notícias Agrícolas) (Guilherme Dorigatti)
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