Terça-feira, 07 de Julho de 2020
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Cotações do milho se desvalorizam em Chicago nesta 4ª feira
Campinas, SP, 06 de Junho de 2019 - Ontem, quarta-feira (05), chegou ao final se consolidando na parte negativa da tabela para os preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram quedas entre 10,50 e 10,75 pontos.

O vencimento julho/19 foi cotado à US$ 4,14, o setembro/19 valeu US$ 4,24 e o dezembro/19 foi negociado por US$ 4,33.

Segundo análise de Ben Potter da Farm Futures, os preços do milho caíram à medida que o clima de plantio mais agradável finalmente chegou esta semana, particularmente no alto Centro-Oeste dos Estados Unidos.

As vendas de fazendeiros relativamente lentas mantiveram as ofertas de base de milho na maior parte estável para firme na quarta-feira, subindo de 2 a 5 centavos acima em várias localidades do Centro-Oeste hoje.

A produção de etanol também diminuiu ligeiramente na semana passada, atingindo uma produção média diária de 1.044 milhões de barris, em comparação com uma média diária de 1.057 milhões de barris na semana anterior, marcando também o menor total semanal desde o início de maio.

Além da melhora no clima norte americano, o mercado se preocupa com as repercussões das taxas impostas ao México pelo presidente Donald Trump motivadas pela falta de controle para a imigração ilegal na fronteira entre os dois países.

O presidente mexicano Andres Manuel Lopez Obrador diz estar otimista de que as conversas com os EUA serão produtivas e que um acordo pode ser alcançado em breve para evitar as tarifas que o presidente Donald Trump ameaçou sobre as preocupações com a imigração.

Mercado interno

Já no mercado interno, os preços do milho disponível permaneceram sem movimentações em sua maioria. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, as únicas praças que apresentaram valorização foram Castro/PR (1,43% e preço de R$ 35,50), Dourados/MS (3,13% e preço de R$ 33,00), Oeste da Bahia (3,45% e preço de R$ 30,00) e São Gabriel do Oeste/MS (7,69% e preço de R$ 28,00).

As desvalorizações apareceram em Palma Sola/SC (1,54% e preço de RE 32,00), Pato Branco/PR (1,66% e preço de R$ 29,70), Ubiratã/PR e Londrina/PR (1,75% e preço de R$ 28,00), Cascavel/PR (3,45% e preço de R$ 28,00), Jataí/GO e Rio Verde/GO (3,57% e preço de R$ 27,00) e Campinas/SP (5,88% e preço de R$ 39,40).

Para a XP Investimentos, o mercado físico de milho retoma pressão baixista, guiado pela queda recente da taxa de câmbio e das referências em Chicago. O relatório de acompanhamento do plantio norte-americano acusou atraso de 29 pontos percentuais frente a média dos últimos 5 anos, mas ainda assim não “incentivou” compras relevantes.

A novidade ficou, então, por conta dos Estados Unidos. O país passou a ameaçar o México com aplicação de tarifas sobre importação de produtos, inclusive, o milho, a partir de 10 de junho. No âmbito de preços, a Guerra Comercial e a Peste Suína garantam volatilidade.

No Brasil, as colheitas avançam em ritmo adiantado, com produtividade esperada recorde. O Deral revisou a colheita do Paraná para 6,0% do total plantado, 5,0 pontos percentuais à frente da safra 2017/2018. O Imea indica 3,52% no Mato Grosso, avanço de 2,24 p.p. na semana e 2,74 p.p frente à temporada passada. Apesar da colheita adiantada, a elevada umidade dos grãos ainda limita ofertas maiores no mercado físico.
(Notícias Agrícolas) (Guilherme Dorigatti)
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