Terça-feira, 14 de Julho de 2020
Matérias-Primas

Atraso no plantio do milho nos EUA sustenta altas em Chicago
Campinas, SP, 14 de Maio de 2019 - A semana começou bastante agitada para os preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT). A segunda-feira (13) teve início com leves quedas nas cotações, que se acentuaram até o início da tarde. Porém, esse movimento foi revertido e as principais cotações registraram altas entre 4,50 e 5,00 pontos.

O vencimento maio/19 foi cotado à US$ 3,47, o julho/19 valeu US$ 3,56 e o setembro/19 foi negociado por US$ 3,65.

Segundo informações da Agência Reuters, enquanto as tenções entre Estados Unidos e China contribuíram para grandes quedas nas cotações da soja, os atrasos de plantio de milho no centro-oeste dos Estados Unidos podem levar os agricultores a transferir alguns hectares destinados ao milho para a soja, o que sustentou as elevações de ontem.

O analista Ben Potter da Farm Futures, destaca essa intensa movimentação nas cotações. “Os preços do milho caíram muito ontem, começando significativamente no vermelho em relação ao comércio dos EUA e da China, mas terminando em alta de mais de 1,5%, após um ritmo muito lento de plantio, que deve continuar devido a previsões mais úmidas esta semana”.

Antes do relatório semanal de progresso da safra do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), uma pesquisa de 13 analistas estima que a agência apresentará 35% da safra de milho plantada em 12 de maio. No entanto, a variedade de estimativas varia muito, de 29% a 41%.

“A nuvem mundial do que os agricultores estão dizendo sobre seus esforços nesta primavera é fácil de entender: chuva, milho frio e úmido foram as citações mais usadas pelos produtores nos comentários postados no Feedback do campo durante a semana passada”, aponta Potter.

Ainda nessa segunda o USDA divulgou que os EUA embarcaram 1.000,762 milhão de toneladas de milho. O mercado, por sua vez, esperava algo entre 850 mil e 1,1 milhão de toneladas. Assim, o total do ano comercial chega a 36.633,225 milhões de toneladas, contra pouco mais de 34,7 milhões da temporada anterior, nesta época.

Mercado interno

Já no mercado interno, os preços do milho disponível permaneceram ontem sem movimentações em sua maioria. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, as únicas praças que apresentaram desvalorização foram Pato Branco/PR (1,87% e preço de R$ 26,20), Ubiratã/PR, Londrina/PR e Cascavel/PR (2% e preço de R$ 24,50), Alto Garças/MT e Itiquira/MT (3,36% e preço de R$ 23,00) e São Gabriel do Oeste/MS (8,70% e preço de R$ 21,00).

As valorizações foram percebidas em Rondonópolis/MT (2,13% e preço de R$ 24,00) e Campo Novo do Parecis/MT (4,35% e preço de R$ 24,00).

Para a XP Investimentos, o mercado de grãos brasileiro abre a semana olhando o mercado externo. A China anunciou que imporá tarifas sobre US$ 60 bilhões em produtos americanos a partir de 1º de junho, “devolvendo” as tarifas americanas sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses, que entraram em vigor na última sexta-feira.

“O fato, somado ao alastramento da Peste Suína em território asiático, tem gerado intensa pressão baixista em Chicago. Nos portos brasileiros, tradings aproveitam a alta do Dólar frente ao Real para tentar originar. A alta dos prêmios também é uma medida para compensar as perdas do mercado externo”, dizem os analistas.
(Notícias Agrícolas) (Guilherme Dorigatti)
Imprimir esta notícia...
|
Deixe aqui sua opinião, insira seus comentários.
O espaço também é seu!

Terça-Feira, 14/07
Agências da ONU recomendam mudança na área de alimentos (10:16)
Crise? Que crise? Setor de alimentos está bombando na Bolsa (10:12)
Ajuste da oferta faz frango subir no país (08:38)
Governador do Tocantins reafirma compromisso com a iniciativa privada visando a geração de empregos (08:25)
Sistema de compartimentação abre portas para a avicultura catarinense em mercados exigentes (08:20)
Brasil importa mais que o triplo de soja nos primeiros 8 dias úteis de julho do que em todo mesmo mês de 2019 (07:39)
Apenas em 2 semanas de julho Brasil já exportou 132% a mais de milho do que todo o mês de junho (07:30)
Segunda-Feira, 13/07
Doença de Gumboro é tema do novo podcast FACTA (14:59)
Frigoríficos avícolas gaúchos investem no combate a pandemia (14:58)
OVOS/CEPEA: maior demanda e oferta limitada elevam preços (13:05)
Milho: indicador CEPEA volta a fechar acima de R$ 50/sc (13:02)
Soja: com baixo excedente, importação é a maior desde ju/16 (13:00)
PDSA desevolve cursos virtuais para garantir sanidade no RS (11:06)
Instituto Ovos Brasil e CEPEA criam ferramenta para consulta de preço de ovos (08:34)
Governo do Paraná e JBS discutem investimentos no Estado (08:00)
Uberlândia recebe anúncio de R$ 80 milhões em investimentos (07:59)
Secretaria de Saúde do Paraná acompanha atividades em frigoríficos (07:57)
Pandemia estimula consumo de frango no mercado interno e aquece exportações (07:57)
Sexta-Feira, 10/07
Com alta de 24,5%, exportações do agronegócio batem recorde para meses de junho e ultrapassam US$ 10 bilhões (13:53)
FRANGO/CEPEA: apesar de queda nos embarques, preço interno da carne está firme (07:31)
Agronegócio responde por 72% das exportações catarinenses no primeiro semestre de 2020 (07:26)
Com recordes de valores de soja e milho, VBP de 2020 é estimado em R$ 716,6 bilhões (07:25)
Comercialização de soja 2019/20 e da safra nova em junho foi mais lenta (07:10)
Quinta-Feira, 09/07
SUÍNOS/CEPEA: preços do vivo sobem em quase todas as regiões; exportações estão aquecidas (09:47)
BOI/CEPEA: indicador volta a fechar acima de R$ 220 (09:46)
Dicas para inovar no agronegócio e vender mais (08:15)
C.Vale e Pluma Agroavícola colocam em funcionamento frigorífico da Plusval (08:14)
Brasil retoma posto de maior produtor de soja do planeta (07:53)
Quarta-Feira, 08/07
Produção de grãos deve atingir 251,4 milhões de toneladas segundo levantamento da Conab (11:32)
Indústria global de carne de aves se recupera gradualmente, mas 2º semestre pode trazer volatilidade (09:12)
Nui Markets vê bom potencial no Brasil (09:10)
Exportadores do Brasil propõem testar carne para acalmar China (09:10)
Exportação de grãos deve beirar recorde (09:09)