Quinta-feira, 27 de Fevereiro de 2020
Exportação

Temer deve assinar 25 acordos em visita à China
PEQUIM, 31 de Agosto de 2017 - "A relação com a China é fertilíssima", afirmou Michel Temer, na véspera de visita de Estado que fará nesta sexta-feira em Pequim, quando encontrará o presidente Xi Jinping e o primeiro-ministro Li Keqiang. O presidente do Brasil deve participar da assinaturas de 25 atos na China, entre acordos bilaterais e memorandos de entendimento, que podem envolver vários bilhões de dólares, na expectativa do lado brasileiro.

Uma hora depois de desembarcar em Pequim, Temer recebeu, em quatro sucessivas audiências de meia hora cada, os presidentes dos conglomerados StateGrid Corporation, Huawei, HNA e da China Three Gorges Corporation.

As promessas se repetiram por parte dos chineses de que vão aumentar investimentos na economia brasileira. HNA quer comprar mais aviões da Embraer e planeja abrir uma linha Rio-Lisboa-Pequim.

Com o presidente da China Three Gorges (Três Gargantas), Temer se despediu dizendo: ''Com todos esses investimentos que vocês vão ter no Brasil, a empresa deveria se chamar Quatro Gargantas''.

Ao mesmo tempo, as autorizações do governo da China para venda de 20 aviões da Embraer e para entrega de 18 aparelhos para a Hainan, apontados como um dos possíveis resultados da visita, chegou a ser tirada da agenda pelos chineses na quarta-feira. Os brasileiros tentavam retomar as discussões nesta quinta-feira. ''O suspense continua'', suspirou um negociador brasileiro.

Às 3 da manhã, em escala em Astana (Cazaquistão), Temer ouviu do presidente do grupo Eurasian Mining Group, controlador da Bahia Mineração (Bambi), a intenção de investir US$ 1 bilhão na construção do terminal portuário de Ilhéus (BA) e US$ 400 milhões na da Ferrovia de Integração Oeste Leste-FIOL, no mesmo Estado,junto com a China Railway Corporation 10.

Um dos acordos privados a serem assinados nesta sexta-feira em Pequim é o financiamento de US$ 400 milhões para o complexo portuário em São Luís, concedido pelo banco ICBC. A operação é da chinesa CCCC com a WPR, do grupo WTorre.

Acordos para facilitar comércio estão na agenda das discussões entre a China e o Brasil. Isso justamente quando Pequim praticamente fechou o mercado para as exportações brasileiras de açúcar, com uma salvaguarda que quase dobrou a tarifa de importação. E abriu uma investigação antidumping contra o frango uma semana antes da chegada de Temer. Em duas tacadas, Pequim alveja dois produtos que representam 5% das exportações do Brasil para o mercado chinês.

Para fontes brasileiras, Pequim fez isso porque certamente quer algo do lado brasileiro. Os chineses não esconderam em várias ocasiões que estavam ''furiosos'' com o acúmulo de medidas de defesa comercial aplicados pelo Brasil contra produtos da China, principalmente aço.

As exportações brasileiras de açúcar, que chegaram a US$ 1 bilhão para a China no ano passado, caíram para zero desde maio. Os exportadores de pés e asas de frango, que também embarcam US$ 1 bilhão em média por ano para o mercado chinês, temem uma aplicação temporária de sobretaxa dentro de seis meses.

Depois da visita de Temer, Jinping mergulha nos assuntos internos. Haverá o congresso do Partido Comunista antes do fim do ano e a escolha de pelo menos cinco dos sete integrantes do comitê permanente, de mais alto nível.
(Valor) (Assis Moreira)
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