Quinta-feira, 27 de Fevereiro de 2020
Análise

Acordo Mercosul e UE faria EUA perderem competitividade no Brasil
São Paulo, SP, 09 de Agosto de 2017 - O mercado de agronegócio e de alimentos dos Estados Unidos tem muito a perder se o Mercosul e União Europeia fecharem um acordo comercial.

Os norte-americanos seriam afetados principalmente nas negociações com o Brasil, o principal mercado do bloco.

Estudo do serviço de representação do Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no Brasil aponta que, se concretizado, o acordo daria uma condição bem pior de competitividade aos produtos dos Estados Unidos em relação aos da União Europeia.

Atualmente, tanto Estados Unidos como União Europeia têm as mesmas taxas de barreiras nas exportações para o Brasil. Além disso, os dois —europeus e norte-americanos— têm produtos semelhantes na lista de exportações para os brasileiros.

O Mercosul já é um grande competidor dos norte-americanos no setor de agronegócio. O bloco é líder mundial em produção e exportação em vários setores importantes, como soja, carnes, açúcar, café e suco.

Por formar o maior bloco do mundo, os europeus teriam grandes vantagens nas exportações e importações de produtos do Mercosul, dificultando a presença dos norte-americanos na região.

Enquanto os países do Mercosul querem abrir mais o mercado para seus produtos agrícolas, os europeus estão de olho em produtos industrializados como queijo e chocolate, que chegam a ter taxa de importação de 28%.

No ano passado, os Estados Unidos exportaram o correspondente a US$ 1,38 bilhão de produtos agrícolas ao Brasil. No mesmo período, a União Europeia colocou no país o correspondente a US$ 1,79 bilhão.

Trigo e etanol lideram as compras brasileiras nos Estados Unidos, enquanto na União Europeia o país busca produtos lácteos, peixes e frutos do mar.

As preocupações de redução de mercado com o bloco do Mercosul não são só dos produtores norte-americanos. Os europeus também temem, uma vez que os custos de produção nos países do Mercosul são menores.

A chegada de Donald Trump ao governo dos Estados Unidos deu uma freada nos acordos internacionais de comércio.

Além de discutir o acordo do Nafta (formado pelos países da América do Norte), os Estados Unidos deixaram o TPP (Parceria Transpacífico), que englobava 12 países.

Refazendo as contas - Os principais fornecedores de boi para a JBS já conseguem receber parte da venda dos animais à vista. A outra parte, no entanto, acaba sendo dividida em até 60 dias. Ou seja, um pagamento de 50% à vista significa que os outros 50% serão pagos em até 60 dias.

Mudanças à vista - Pecuaristas afirmam, no entanto, que a empresa já está propensa a pagar pelo menos 30% à vista, sem uma extensão do restante 70% para até 60 dias. No semestre passado, a empresa havia adotado a rotina de pagar a prazo, em 30 dias.

Correndo atrás - O governo australiano continua em negociações com os chineses para encurtar o período de barreiras impostas à carne de seis unidades do país.

Inconsistências - Os chineses suspenderam as importações australianas devido a inconsistências entre o conteúdo das caixas e o enunciado nas embalagens. Duas das plantas são da JBS, segundo o mercado.

Freio do boi - Os dados são do Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária), que atribui a venda menor do algodão em caroço à retração nas compras do produto pelos pecuaristas.

Peso na inflação - Os produtos agropecuários caíram 1,42% no mês passado no atacado e já acumulam recuo de 13,17% no ano. Os dados são do IGP-DI, da FGV.

Bem abaixo - O agronegócio continua segurando a taxa de inflação, uma vez que o IGP (Índice Geral de Preços) médio recuou 0,30% em julho e 5,70% no ano.
(Folha de S. Paulo ) (Mauro Zafalon)
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