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Milho: 4ª feira termina com altas em Chicago e no Brasil

A quarta-feira (12) foi positiva para os preços no milho nos mercados brasileiro e internacional, com bons ganhos sendo registrados, inclusive, no interior do país. O dólar renovando suas máximas nesta quarta contribuiu para a formação dos preços internos - mais uma vez - e segue mantido como um dos principais pilares de suporte para este mercado. Na B3, os futuros do cereal subiram mais de 1% nos primeiros contratos - março e maio/20 -, os quais fecharam o dia com R$ 49,94 e R$ 46,18 por saca, respectivamente. O julho subiu 0,765 para R$ 42,40 e o setembro, importante referência para a safrinha, com R$ 41,45 por saca. No interior, os destaques ficaram por conta das praças de Londrina, no Paraná, onde o preço foi a R$ 39,50, com alta de 1,28%, enquanto em Campinas a alta foi ainda mais intensa - de 2,89% - para R$ 52,70 por saca. Além do dólar - que encerrou o dia com seu novo recorde em R$ 4,35 e alta de 0,56% - as cotações continuam a encontrar suporte na ajustada relação entre oferta e demanda no Brasil. As exportações têm boas perspectivas, do mesmo modo em que segue forte o consumo interno diante de estoques bastante apertados. Nem mesmo a entrada da safra de verão tem sido suficiente para provocar uma pressão mais severa sobre os preços neste momento. MERCADO INTERNACIONAL Na Bolsa de Chicago, os preços também subiram nesta quarta-feira. Os futuros do cereal acompanharam as demais commodities agrícolas e terminaram o dia com ganhos de 1,25 a 3,25 pontos nos principais contratos, levando o março a US$ 3,83 e o julho a US$ 3,90 por bushel. "Os preços subiram em Chicago motivados por algumas compras técnicas nesta quarta-feira, embasadas, em partes, por algum otimismo do mercado sobre uma melhora do macro cenário", dizem os analistas do portal internacional Farm Futures. Os traders, ainda segundo explicam os especialistas, esperam que o reporte semanal de vendas para exportação que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz nesta quinta-feira (13) chegue com números fortes para o milho, dando ainda mais algum estímulo às cotações.

(Notícias Agrícolas) (Carla Mendes)



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