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ABPA não descarta importação de milho de outros países, até mesmo dos EUA

Diante da escassez de milho no mercado interno, o Brasil está importando milho do Paraguai para suprir a demanda, de acordo com informações da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O presidente da entidade, Francisco Turra, afirma que o setor já solicitou a abertura de novos mercados para a compra do cereal. “Até a chegada da segunda safra de milho ao mercado iremos passar um período de dificuldade. Não há como pagar um preço razoável no milho depositado no Centro-Oeste. Por isso, o setor está importando o grão do Paraguai e há até mesmo a possibilidade de compra de milho dos Estados Unidos”, reforça Turra. Esse quadro mais ajustado entre oferta e demanda, resultando em preços altos, é decorrente de uma série de fatores. No ano passado, o Brasil exportou mais de 40 milhões de toneladas de milho, cenário que reduziu os estoques iniciais da safra 2019/2020. Do lado da oferta, a primeira safra de milho do país foi bastante penalizada pelas adversidades climáticas, especialmente o estado do Rio Grande do Sul, maior produtor do grão na safra de verão. Segundo último levantamento da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS ) as perdas na cultura do milho podem superar os 30%. “E essa oferta cadenciada e a demanda forte têm sustentado os preços do milho no mercado doméstico. Acreditamos que os preços devem ceder quando nos aproximarmos da colheita da segunda safra do cereal, no segundo semestre. Até a escassez do produto deve ser forte”, pondera o Consultor da Terra Agronegócios, Ênio Fernandes.

(Canal Rural ) (Fernanda Custódio)



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