Quinta-feira, 20 de Fevereiro de 2020
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Isenção tarifária e a redução dos fretes marítimos abrem portas para demanda chinesa sobre a soja americana
Campinas, SP, 19 de Fevereiro de 2020 - No Brasil, demanda interna forte mais as vendas antecipadas reduzindo pressão da oferta no período de colheita já elevaram patamar de preços do grão em relação ao mesmo período do ano passado.

O mercado da soja encerrou ontem, terça-feira (18), com leves quedas, entre 1 e 1,75 ponto nos principais contratos. Apesar da "Fase 1" do acordo entre China e Estados Unidos já estar em vigor, inclusive com a diminuição de tarifas de importação, Chicago ainda não mostra a reação que se esperava.

A China planeja voltar às compras de produtos agrícolas norte-americanos a partir do começo de março, segundo fontes ouvidas pela agência internacional de notícias Bloomberg. A fase um do acordo comercial entre chineses e americanos, afinal, entrou em vigor no último sábado, 15 de fevereiro, e o mercado agora espera pelos próximos movimentos da nação asiática.

Na semana encerrada em 13 de fevereiro, os EUA embarcaram 992,294 mil toneladas de soja, contra pouco mais de 640 mil da semana anterior e diante das projeções de 700 mil a 1,25 milhão de toneladas. No acumulado do ano comercial, os embarques somam 28.277,053 milhões de toneladas, 19% a mais do que no mesmo período do ano anterior.

A valorização do dólar é generalizada e tem impactado no mercado global, fazendo com que os compradores atuem com menor voracidade, o que cria um ambiente de pressão nos preços. No Brasil, o Real segue desvalorizado diante do Dólar, favorecendo e dando competitividade às exportações.

As vendas antecipadas feitas pelos produtores brasileiros garantiram um bom movimento da safra atual e já há negociações da safra 20/21, reflexo do câmbio favorável. Enquanto isso, no mercado interno, as indústrias também têm pago bons preços, às vezes até melhores que o mercado exportador. No Mato Grosso, por exemplo, a valorização foi de cerca de R$ 10 por saca em comparação ao mesmo período em 2019.

De modo geral, mesmo que China dê preferência pela soja americana nos próximos meses, as vendas antecipadas feitas pelo Brasil, mais a forte demanda, manterão o protagonismo do país no cenário da soja, que continua com perspectivas positivas para os preços.
(Notícias Agrícolas) (Aleksander Horta e Ericson Cunha)
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