Segunda-feira, 29 de Maio de 2017
Mercado

Desempenho do ovo em janeiro de 2017
Campinas, 01 de Fevereiro de 2017 - O ovo percorreu o primeiro mês de 2017 apresentando comportamento à primeira vista inédito. Pois na primeira metade do mês, momento em que se concentra a comercialização do período, experimentou fortíssimas baixas. E na segunda quinzena (quando, normalmente, a demanda entra em declínio) reverteu a situação, não só recuperando o que havia perdido, mas também superando os preços iniciais do ano.

Ilustrando (e tomando como base o ovo branco extra comercializado no atacado da cidade de São Paulo), no último dia de negócios da primeira quinzena o produto foi comercializado por quase 12% menos que na abertura do exercício. Isso correspondeu, nominalmente, ao menor preço dos últimos 18 meses, fazendo com que a cotação vigente ficasse próxima da alcançada em julho de 2015.

A reação começou já no primeiro dia de negócios da segunda quinzena e foi praticamente contínua. A ponto de o mês ser encerrado com valorização de mais de 18% em relação aos preços iniciais de 2017.

Tal comportamento, porém, não tem nada de inédito. Vem se repetindo nos últimos anos e reflete a pronta ação dos produtores frente a um mercado consumidor visivelmente menor que o do mês anterior, o das Festas: frente à queda de consumo, descartam-se as galinhas mais velhas ou menos produtivas. O efeito é imediato.

Pena, somente, que o mercado consumidor se encontre bem mais estreito que em ocasiões anteriores. Assim, a despeito da forte valorização no decorrer da segunda quinzena, o preço médio alcançado pelo ovo no mês de janeiro retrocedeu 17% em relação a dezembro passado.

E uma vez que a média registrada no encerramento do último exercício não esteve entre as melhores do ano, com esse elevadíssimo índice de redução 2017 acabou sendo aberto com o menor preço nominal desde setembro de 2015. Portanto, com queda (quase 4% a menos) não apenas em relação a janeiro/16, mas em relação aos últimos 16 meses.

À primeira vista, a remuneração mais baixa tem justificativa, pois o custo das principais matérias-primas do ovo – milho e farelo de soja – também retrocederam. Essa, porém, é uma meia verdade. Porque, por exemplo, feita uma comparação com os valores vigentes 16 meses atrás, constata-se que o poder de compra do ovo em relação ao milho continua sendo menor. Em setembro de 2015 uma caixa de ovos adquiria perto de 1,9 saca de milho; agora, esse volume não vai muito além de 1,6 saca – cerca de 15% menos.

A curva sazonal de preços do ovo mostra que no bimestre fevereiro/março são registrados os melhores preços do ano, já que o período abrange a Quaresma. Como, neste ano, a Quaresma começa mais tarde, em março, o setor precisa ficar atento ao andar do mercado em fevereiro. E agir rapidamente, se a situação recomendar.

(AviSite) (Redação)
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