Segunda-feira, 17 de Junho de 2019
Ciência e Tecnologia

Alemanha pretende, em dois anos, acabar com “machos” de postura
Campinas, 15 de Julho de 2015 - “Por que incubar e depois matar?” – pergunta Christian Schmidt, Ministro da Agricultura da Alemanha, referindo-se aos pintos machos das linhagens de postura. Contrariado com esse procedimento, o Ministro fixou meta no mínimo ambiciosa ao estabelecer “para 2017 (ou seja, em dois anos ou menos) o fim da matança dos machos de postura”.

Acabar com a matança dos machos não significa deixá-los sobreviver e, sim, não dispor mais de machos para sacrificar. Parece jogo de cena político, mas não é. Pois o que Schmidt pretende é partir da teoria para a prática, garantindo que, naquelas incubações em que as aves fêmeas sejam o objetivo, somente estas venham à luz. O que seria o “céu” para os produtores de pintos de postura e a resposta mais ansiada para os defensores do bem-estar animal.

Até agora, tudo o que se tem imaginado para equacionar a questão do sacrifício dos machos de postura gira em torno de um abate mais humanitário. A proposta alemã tem enfoque completamente diferente, pois se concentrou no pré-nascimento dos pintos, ou seja, no processo de incubação. O que, além de atender às necessidades de bem-estar animal, tem também implicações econômicas.

Ao propor sair da teoria para a prática, o Ministro da Agricultura da Alemanha refere-se a pesquisas que vêm sendo realizadas há alguns anos na Universidade de Leipzig. Elas conduziram a um processo que, através de luzes infravermelhas, possibilita identificar o sexo do embrião de ovos em incubação.

O que se pretende agora é desenvolver um protótipo que, além de operar grande número de ovos (ou seja, que tenha aplicação comercial), também separe ou descarte aqueles que contenham embriões machos. Para isso, a Universidade de Leipzig – Professora Maria-Elisabeth Krautwald-Junghanns à frente, coordenando o projeto – acaba de receber subsídio extra (isto é, além de outros que já vinha recebendo) no valor de um milhão de euros (quase R$3,5 milhões). Agora, porém, o projeto vai além da universidade e envolve, também, uma empresa privada que irá participar diretamente do processo de desenvolvimento do equipamento.

A destacar que essa é apenas uma das propostas alemãs para acabar com o sacrifício – considerado injustificável e antiético – dos pintos machos de postura. Outra proposição, já firmada mas ainda não iniciada, volta-se para o melhoramento genético. Pretende desenvolver linhagens com dupla finalidade – os machos, para o corte; as fêmeas, para a postura. Será um retorno às origens.
(Ovosite) (Redação)
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