Ciência e Tecnologia

Casas genéticas procuram reverter o surgimento do “espaguete de carne”

Em sua edição do último domingo, 10 de março, The Wall Street Journal dedicou longa reportagem, assinada por Jacob Bunge,àquilo que o próprio jornal caracteriza como “nova aflição da indústria avícola”: o surgimento nas modernas linhagens de frangos de corte do chamado “peito de madeira” (“woodybreast”, em inglês). A ocorrência não é nova: teve início por volta de 2010, ocasião em que começaram a surgir faixas brancas na carne dos frangos então criados. Mas foi só em 2013 que o problema passou a ser detectado, de forma mais visível, na carne de peito. Embora mundialmente conhecida como “peito de madeira”, a denominação para essa miopatia não está sendo aceita pelos pesquisadores dedicados à solução do problema: eles a chamam de “espaguete de carne”, porque pode ser pego e separado à mão ou, então, perfurado facilmente com a ponta do dedo. Para o Dr. Maximiliano Petracci, professor da Universidade de Bolonha (Itália) e um dos líderes da equipe de pesquisadores que investigam a ocorrência do problema, há indícios de que essa anormalidade esteja associada ao desenvolvimento de linhagens de rápido crescimento. Não é por menos, portanto, que as duas principais casas genéticas mundiais – Cobb-Vantress e Aviagen – investem intensivamente no equacionamento do “peito de madeira” (ou, para quem preferir, “espaguete de carne”). Clique aqui para acessar, no The Wall Street Journal, a matéria sobre o maior desafio enfrentado na atualidade pelo melhoramento genético avícola. Nela é demonstrado, inclusive, que entre o início dos anos 1940 e o ano de 2017 o peso do frango vivo passou de cerca de 1,300 kg para cerca de 2,845 kg – quase 120% de aumento em menos de oito décadas.

(AviSite) (Redação)



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