Sábado, 07 de Dezembro de 2019
Matérias-Primas

Plantio atrasado nos EUA estende impacto do clima sobre preço de grãos
São Paulo, SP, 16 de Julho de 2019 - Devido ao atraso do plantio de grãos nos Estados Unidos, a influência do clima sobre as cotações de soja e milho deve se estender ao longo terceiro trimestre, avaliou a consultoria INTL FCStone, em um relatório que será divulgado nesta terça-feira.

A falta de clareza com relação à oferta dos grãos na temporada 2019/20 se soma às incertezas sobre qual será a demanda da China por soja. O país asiático sofre com um surto de peste suína africana e deve reduzir drasticamente a produção de carne suína. Nesta segunda-feira, o Ministério da Agricultura da China informou que o rebanho suíno do país diminuiu 25% em junho, na comparação anual.

Diante desse cenário, a volatilidade deve marcar o mercado de soja. Segundo a FCStone, só será possível ter maior clareza sobre a trajetória dos preços em agosto, quando o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) divulgará novo relatório de área semeada no país e as projeções de oferta e demanda mundial mais precisas.

No último relatório sobre a área plantada, o USDA estimou que os agricultores americanos plantaram 32,4 milhões de hectares com soja, abaixo da perspectiva de analistas. Os trabalhos em campo, contudo, continuaram depois que a pesquisa foi realizada, com o agricultor esperando subsídios do governo. Perspectivas do mercado apontam que a área revisada pode chegar a 33,6 milhões de hectares.

No cenário de menor produção americana — os relatórios de agosto do USDA devem trazer redução de área e ajuste com relação à produção —, o Brasil tende ganhar espaço para exportações. “Apenas nos dez primeiros dias de junho, as exportações brasileiras em 2019 superaram o que foi exportado em todo julho de 2018”, afirmou Lucas Pereira, analista da FCStone.

Soft commoditie

Na bolsa de Nova York, onde são negociadas as “soft commodities”, o clima também ficará no radar do investidor, segundo a consultoria. Outro fator de volatilidade dos preços é o câmbio. Uma possível valorização do real ante o dólar — com a aprovação da reforma da Previdência e possível corte de juros nos Estados Unidos — pode reduzir a competitividade da produção brasileira, o que tende a elevar as cotações.

No caso do café, a apreensão com geadas no Brasil deve ser o principal fator altista do grão nestes três primeiros meses do segundo semestre, apesar do cenário de oferta elevada. "O sentimento do mercado hoje é fortemente baixista, mas a apreensão com geadas ainda é um fator de incerteza no mercado global", disse Fernando Maximiliano, analista da FCStone.

A safra do segundo maior produtor mundial, Vietnã, está em estágio de desenvolvimento dos frutos. O clima tem favorecido a recuperação da produção no país. "A produção de café no mundo tem crescido mais rápido do que a demanda", destacou Maximiliano. Uma mudança clara nos patamares de preços do café será possível apenas se ocorrer quebra significativa de safra nos principais países produtores, o que, até o momento, é improvável.

Para as cotações do açúcar, os elevados estoques de açúcar na Tailândia e na Índia, assim como a baixa comercialização e possibilidade de mudança rápida no mix das usinas no Centro-Sul do Brasil limitam movimentos de alta acima dos 13 centavos de dólar por libra-peso nos contratos mais negociados, disse o analista João Paulo Botelho.

No trimestre, contudo, a perspectiva de déficit significativo no mercado internacional para a safra 2019/20 leva a um interesse maior dos compradores em momentos de queda e pode segurar desvalorizações maiores.

Altas mais significativas em Nova York poderão ser observadas caso o clima na Índia provoque uma maior quebra de safra no país, com a confirmação de monções fracas.

"No caso da Índia, o chão é o limite. As previsões são de queda de produção de 4,5 milhões de toneladas, mas pode chegar a 10 milhões de toneladas", diz Botelho. O clima adverso também pode provocar quebra na Tailândia e na Europa.

Nos próximos meses, os preços do algodão também devem permanecer em queda na bolsa de Nova York, segundo a consultoria. A perspectiva de menor crescimento mundial, que deve atingir em cheio a demanda da fibra de algodão pela indústria têxtil, deve continuar pressionando cotações da pluma, segundo a analista Gabriela Fontanari.

(Valor) (Kauanna Navarro)
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