Quinta-feira, 19 de Setembro de 2019
Matérias-Primas

Exportação de milho do Brasil, mais competitivo que o dos EUA, deve ganhar ritmo
São Paulo, SP, 24 de Maio de 2019 - A exportação de milho do Brasil está mais competitiva que a dos Estados Unidos, os maiores exportadores globais, e deve apresentar volumes superiores a 1 milhão de toneladas em junho, com a ajuda do câmbio para os negócios em um momento em que os norte-americanos estão na entressafra, de acordo com agentes do mercado consultados pela Reuters.

Além do dólar mais forte, que impulsiona vendas de brasileiros ao garantir mais reais nas negociações, a safra do Brasil terá forte recuperação ante 2018 e os preços na bolsa de Chicago oscilaram na véspera em máximas de cerca de um ano, diante de atrasos no plantio do cereal nos EUA, que são também de longe os maiores produtores globais.

Na quarta-feira, os prêmios no porto de Paranaguá (PR) para exportação de milho do Brasil estavam ao redor de 25 centavos de dólar por bushel sobre o contrato de Chicago, enquanto nos EUA estavam em 60 centavos de dólar, configurando o produto norte-americano como mais caro, segundo dados citados pela consultoria e corretora INTL FCStone --na mesma época de 2018, nem havia diferencial positivo para embarques do produto brasileiro.

A situação de mercado ficou tão favorável para os acordos que um corretor no Paraná, um dos principais Estados produtores do Brasil, relatou negócios antecipados de exportação para 2020, algo que ele disse jamais ter visto em sua carreira de 30 anos.


Isso em um momento em que especialistas apontam ótimas condições para o desenvolvimento da segunda safra brasileira do cereal, que deverá permitir ao Brasil, segundo exportador global de milho, colher um volume histórico de quase 100 milhões de toneladas, segundo algumas consultorias.

"A perspectiva é de que exporte mais, a produção vai ser maior, e os dados de lineup (fila de navios) mostram que tem mais exportação... O câmbio favorece a competitividade, os preços em Chicago ajudam, mas o câmbio tem sido um diferencial, além da oferta brasileira", disse à Reuters Ana Luiza Lodi, analista da INTL FCStone.

Dados da programação de navios da agência marítima Cargonave compilados pela Reuters indicam exportações de 1,4 milhão de toneladas para junho, o dobro do apontado para maio.

O dólar operava acima de 4 reais nesta quinta-feira, após marcar recentemente 4,12 reais, máxima de oito meses.

O câmbio em alta, além de uma maior demanda chinesa em função da guerra comercial EUA-China, foi fator para impulsionar na semana passada negócios de soja do Brasil, que estavam lentos.

Mas é o milho que deve se destacar na exportação em 2019, com a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) revendo previsões e apontando embarques possivelmente recordes, de mais de 30 milhões de toneladas, enquanto as exportações de soja deverão cair neste ano, com operadores citando o impacto da peste suína africana sobre as criações na China, maior importadora da oleaginosa.

A Anec prevê exportações de 30 milhões de toneladas de milho neste ano, com viés de alta, enquanto a FCStone projeta 32 milhões de toneladas.

No acumulado do ano até a terceira semana de maio, as exportações de milho do Brasil somaram 5,2 milhões de toneladas, segundo dados da Anec, que contabilizava apenas 3,3 milhões de toneladas no mesmo período do ano anterior.

ESTRELA DA EXPORTAÇÃO

Segundo o corretor do Paraná, estão saindo mais negócios de exportação de milho do que para o mercado interno, tradicionalmente o maior demandante do produto do país, maior exportador global de carne de frango e um dos maiores de suínos.

"Já saiu negócio até da safra 2020. O câmbio ajudou, Chicago ajudou, somando os dois... O milho brasileiro está bem competitivo. Nunca vi, está igual a soja, fazendo negócio antecipado para o outro ano, primeira vez que vejo para ano seguinte", disse.

De acordo com o corretor, o milho negociado para exportação tem origem principalmente em Mato Grosso do Sul, uma vez que o produto desse Estado tem boas condições logísticas para chegar ao porto de Paranaguá, via ferrovia.

(Com reportagem adicional de Gabriel Araújo)

Tags: Milho
Fonte: Reuters
(Reuters) (Roberto Samora)
Imprimir esta notícia...
|
Deixe aqui sua opinião, insira seus comentários.
O espaço também é seu!

Quinta-Feira, 19/09
Suínos: produção se intensifica no segundo trimestre (10:11)
Boi: indicador sobe e atinge recorde nominal na série do CEPEA (10:10)
Novus reconhece empresas sustentáveis no Jantar do Galo em Minas Gerais (09:53)
Ministra pede reabilitação de frigoríficos de frango (08:45)
Entenda como a reforma tributária pode afetar o produtor rural (08:44)
Aurora divulga nota de esclarecimento sobre instalações industriais de Xaxim (SC) (08:43)
PIB do agronegócio cresce 0,53% no primeiro semestre (08:26)
Frango Vivo: cotações ficam estáveis nesta quarta-feira (08:24)
Suíno Vivo: Minas Gerais tem alta de 4,29% (08:22)
Alta no preço do boi gordo em São Paulo (08:11)
Soja ainda mantém cautela em Chicago e nesta 5ª espera números de exportações dos EUA (08:07)
Milho: Bolsa de Chicago fecha quarta-feira em alta (08:00)
Quarta-Feira, 18/09
32ª Reunião CBNA: Inscrição de trabalhos científicos até 26 de setembro (12:51)
Milho: Mercado futuro opera com ligeiras perdas na manhã desta 4ª feira na CBOT (10:18)
Soja trabalha estável em Chicago nesta 4ª feira e espera notícias para definir direção (10:17)
Plantio de milho 2019/20 do Paraná atinge 24% da área, diz Deral; soja segue zerada (10:04)
ASGAV e SIPS entregam report de participação no SIAVS 2019 (09:56)
Venda de carne de frango tem queda em Santa Catarina (09:38)
Primeiro evento da Aviagen na Colômbia sinaliza expansão e sucesso na América Latina (08:47)
Trabalhos científicos serão recebidos pela APA para o Congresso de Ovos até o dia 13/12/2019 (08:29)
Arábia Saudita abre mercado para frutas e derivados de ovos do Brasil (08:24)
Frango Vivo: cotações registram estabilidade (08:17)
Suíno Vivo: Minas Gerais tem alta de 3,56% (08:16)
Preço do boi gordo sobe no Norte de Minas Gerais (08:13)
Milho: Bolsa de Chicago cai até 1,60% nesta terça-feira (08:05)
Negócios com a soja travam no Brasil (08:00)
Terça-Feira, 17/09
Valor Bruto da Produção Agropecuária deve atingir R$ 601,9 bi em 2019, segundo maior em 30 anos (13:31)
Ovo: fonte de selênio (13:00)
Equipe econômica volta a debater Refis de R$ 11 bi no Funrural (09:30)
Aviagen destaca o compromisso com o mercado avícola latino-americano no SIAVS 2019 (08:58)
Rebanho suíno da China diminuiu 38% em agosto (08:38)
Biomin, Sanphar e Romer Labs participam, juntas, do XXVI Congresso Latino-Americano de Avicultura, em Lima (Peru) (08:16)
Frango Vivo: Santa Catarina tem alta de 5,96% nesta segunda (08:10)
Suíno Vivo: MG, SC e SP registram alta (08:09)
Coreia do Sul detecta primeiro surto de peste suína africana, diz ministério (08:08)
Mercado do boi inicia segunda quinzena com preços firmes (08:07)
Milho sobe 1,63% na Bolsa de Chicago (08:00)
Soja: Mercado fecha estável em Chicago, mas sobe mais de 1% no interior do Brasil (07:45)
Na Arábia Saudita, Tereza Cristina debate cooperação técnica e tem encontro com setor avícola (06:54)
Santa Catarina alcança faturamento de US$ 2 bilhões com exportação de carnes em 2019 (06:53)
Arábia Saudita busca forragem para ração do Brasil (06:52)
Segunda-Feira, 16/09
Abate de aves registra alta no RS (15:04)
Vetanco destaca importância de sua participação no Siavs (13:24)
Luciano Mecchi é o novo gerente da equipe Safeeds (13:22)
Milho: demanda eleva indicador, mas preços recuam no centro-oeste (13:10)
Soja: preço recua no Brasil, mas queda é limitada por alta externa (13:09)
Na Arábia Saudita, Tereza Cristina debate cooperação técnica e tem encontro com setor avícola (12:26)
A importância da nutrição precoce no desempenho e na saúde de frangos de corte e a relevância do plasma spray dried nesse contexto (10:11)
Como criar galinha virou negócio de R$ 1 milhão – só pra começar (07:04)
As dores de crescimento da escala necessária para alimentar o Planeta (07:02)
Safra do milho deve crescer pelo segundo ano consecutivo no RS (07:01)
China exclui soja e carne suína dos EUA de tarifas adicionais, diz Xinhua (07:00)
Avicultura de corte destaca-se no VBP agropecuário do Paraná (06:59)
Venda de carne para a China sobe a régua da balança comercial de Mato Grosso (06:58)
Suíno Vivo: São Paulo tem alta de 0,90% (06:25)
Os preços do boi gordo e da novilha subiram em São Paulo (06:23)
Sexta-feira acaba com estabilidade, mas milho sobe mais de 3% na semana em Chicago (06:18)
Soja: mercado brasileiro terminou a semana com queda de mais de 20% nos prêmios (06:00)
Sexta-Feira, 13/09
Milho: Chicago registra leves valorizações para as cotações nesta sexta-feira (13:52)
Exportações do agronegócio caíram 11% em agosto, para US$ 8,3 bi (09:04)
Frango: aumenta diferença entre preços interno e externo (08:28)
Suíno Vivo: três estados registraram alta nesta quinta-feira (08:18)
Mercado do boi gordo segue sustentado (08:10)
Milho: cotações sobem cerca de 2% em Chicago (08:07)
Soja sobe quase 30 pontos em Chicago nesta 5ª feira (08:00)