Quinta-feira, 19 de Setembro de 2019
Produção

Ovos no Amazonas: produção chegou a 520 milhões de unidades em 2018
Manaus, 20 de Maio de 2019 - O ovo é um produto barato, nutritivo, versátil e fácil de preparar. Em 2018, o Amazonas produziu 1,4 milhão de caixas de ovos, com 360 unidades cada, segundo estatísticas do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário Florestal Sustentável do Amazonas (Idam). Cada amazonense consome por ano cerca de 130 ovos, sem considerar as importações realizadas pelos supermercados.

De acordo com o Idam, a avicultura industrial se concentra na região metropolitana de Manaus e os principais municípios produtores são: Manaus, Rio Preto da Eva, Iranduba, Manacapuru e Itacoatiara, no eixo das rodovias BR-174 (Manaus-Boa Vista), AM-010 (Manaus-Itacoatiara) e AM-070 (Manaus-Manacapuru).

O consumo de ovos tem crescido no Brasil e no Amazonas gradativamente. Em 2018, o aumento no País foi de 10,4% em comparação ao desempenho de 2017. Já a produção teve acréscimo de 10%, chegando a um total de 44,2 bilhões de unidades no ano passado. O consumo per capita de 212 unidades/ano foi recorde, de acordo com informações da Associação Brasileira de Proteína Animal.

Segundo o produtor de ovos e presidente da Associação Amazonense de Avicultura (AAMA), Kunya Takano, o Estado possui 2,5 milhões de aves de postura que correspondem a aproximadamente 90% da produção de ovos. Ele disse que Manaus deixou de ser auto suficiente há muitos anos e é fácil encontrar ovos de granjas do Mato Grosso nas redes de supermercados da capital, cerca de 25% mais baratos que os regionais.

O Idam estima a atuação de 327 criadores na avicultura de postura, atendendo o consumo da capital e do interior. Conforme o instituto, as granjas dispõem apenas do serviço de inspeção estadual, sendo necessário para a exportação do produto o selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF).

Produtores
Segundo o diretor-geral da Granja São Pedro, Luiz Mário Peixoto, a produção diária é de 720 mil ovos, sendo 85% de brancos e 15% de vermelhos, que são distribuídos para revendedores, supermercados, cozinhas industriais, feiras, mercados e grandes atacadistas em todos os municípios do Estado.

“É fundamental para a qualidade do ovo: genética, manejo, nutrição e sanidade, inclui vacinação e segurança alimentar. Estamos sempre investindo em tecnologia e vamos inaugurar um novo entreposto de ovos, com mais espaço e uma máquina moderna de classificação de ovos”, explicou.

A empresa também comercializa 70 toneladas por mês de ovos pasteurizados (claras e gemas líquidas), processo que elimina bactérias como a salmonella, assim, aumenta a segurança alimentar, padroniza receitas, de fácil armazenamento e pronto para o uso.
A proprietária de uma granja familiar, localizada em Iranduba, Elaine Marques, reside no sítio desde 2012 e está à frente da produção diária de mais de três mil ovos com distribuição semanal. A forma de ovos sem classificação é vendida a R$ 10 e é retirada pela clientela já estabelecida na própria granja. “É muito trabalho é um custo muito alto (produzir). Lucro a gente tem, mas porque só somos nós mesmo da família que trabalhamos e temos um funcionário temporário por diária”, disse.

Produção local depende de insumos importados

O presidente da Associação Amazonense de Avicultura (AAMA), Kunya Takano, afirmou que produzir ovos no Amazonas torna-se caro pelos custos de logística dos insumos como milho e farelo de soja, componentes da ração das aves.

“As granjas aqui têm um preço de produção muito elevado. Somos refém dos aumentos (dos preços) do milho e da soja. Se o Amazonas tivesse leilão mensal direcionado ao Norte com prêmios para escoamento da produção acredito que a avicultura daqui seria auto suficiente e não teria espaço para os ovos de fora. Seria muito mais barato o produto e, assim, atenderia toda a população mais pobre”, declarou.

Kunya Takano disse que produtores do Mato Grosso adquirem cada saca de ração por R$ 35, enquanto no Amazonas é comercializado a partir de R$ 60.

“É desleal e difícil de competir, mas o Estado continua na luta. Os governantes tem que olhar com muito mais carinho porque logo mais abre as estradas e isso pode complicar para os granjeiros”, disse.

A produtora de ovos, Elaine Marques, compra a saca de ração, com 50 quilos, da empresa Ração Norte por R$ 68. Ela disse que por semana gasta cerca de 65 sacas, equivalente a R$ 4,4 mil. “A escolha é pelo preço, qualidade e, principalmente, por entregar na Granja”, disse.

Fabricação
O diretor-geral da Granja São Pedro, Luiz Mário Peixoto, disse que grandes granjas do Estado têm a sua própria fábrica de ração para garantir competitividade no mercado. A São Pedro produz ração para o próprio abastecimento e também vende a saca de ração de 5 quilos (kg), 25, 50 e 75 kg para crescimento de ave, frango em produção e para postura.

Revenda movimenta o mercado

O proprietário do comércio ‘Só ovo regional”, localizado no bairro Alvorada, Joab Carmo, revende no atacado e no varejo ovos das granjas Miyamoto e São Pedro há quase 30 anos. De acordo com o empresário para atender a demanda do comércio local é necessário qualidade do produto, quantidade e preço.

“Quem nos procura são mercadinhos, conveniências, bares, restaurantes e lanches, público do varejo e quem frequenta academia também compra bastante. O atacadista damos desconto a partir de seis cartelas. No varejo também temos a dona de casa que quer usufruir do produto e fazemos um preço bem acessível mais que os mercados”, disse o empresário.

Ele disse que a crise econômica contribuiu para saída de granjeiros da atividade e encareceu o produto. Ele comercializa a cartela de ovos brancos tipo B a R$ 10 e o tipo A a R$ 12, vermelho a R$ 12,50 e codorna a R$ 6.
(A Crítica) (Larissa Cavalcante)
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