Quarta-feira, 19 de Junho de 2019
Exportação

Com influências de plantio, dólar e até peste suína, negociações de commodities se complicam

Mercado precisa de um novo jeito, de observação e de métodos, segundo Fernando Muraro, da AgRural.
São Paulo, SP, 17 de Maio de 2019 - O mercado de commodities atualmente tem alguns fatores imponderáveis. A simplicidade do acompanhamento da oferta e da demanda das commodities já não é suficiente para uma avaliação do setor.

Dinheiro em excesso no mundo e facilidades nas comunicações trouxeram uma “financeirização” ao mercado há uma década.

Além dessas incertezas de quando e para onde o mercado financeiro vai, outros componentes de momento também dificultam o entendimento do mercado: guerra comercial, dólar e até a peste suína na China.

A avaliação é de Fernando Muraro, diretor da AgRural, que diz ser necessário “um novo jeito de ver o mercado”. É necessária muita observação e método, segundo ele. Ele classifica o ano de 2019, por exemplo, como um período de reviravolta.

“O (Donald) Trump, presidente dos Estados Unidos, está botando fogo no mundo.” E isso é mais um componente para as avaliações, já complicadas devido ao comportamento da Bolsa de Chicago, e plantio nos Estados Unidos.

Em 2000, a Bolsa de Chicago negociava o correspondente a quatro safras mundiais de milho e dez de soja. No ano passado, esses volumes atingiram 11 para o milho e 22 para a soja.
No início do ano passado, os fundos de investimentos, que viram que o mercado de commodities é muito atraente, tinham 28 milhões de toneladas de soja compradas em suas carteiras. Neste ano, estão com 22 milhões vendidas.

Quando entram comprando no mercado, os preços sobem. Quando saem,
desabam.

O mercado é muito influenciado, ainda, pelo dólar index, uma cesta de seis moedas em relação ao dólar americano. Existe uma correlação inversa e perversa. Quando a taxa do dólar sobe, derruba os preços das commodities.

Além desses efeitos externos contínuos sofridos pelas commodities, o mercado é afetado por ações de governos, como a guerra comercial entre chineses e americanos.

Essas disputadas comerciais entre os Estados Unidos, o maior produtor, e a China, a maior importadora, geram um excesso de estoques nos armazéns americanos. Já no Brasil, os chineses pagam prêmios para ter a soja brasileira.

A oleaginosa registrou o menor preços dos últimos 11 anos nesta semana. Além de dificuldades dos americanos para semear o milho, cuja área poderá ser transferida para a soja, o mercado prevê um consumo menor na China devido à peste suína.
Definir a hora de vender se tornou um ponto estratégico e necessita modelos de acompanhamento. “Tempo é mais importante do que preço”, diz ele.
(Folha de São Paulo) (Mauro Zafalon)
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