Segunda-feira, 20 de Maio de 2019
Matérias-Primas

Preços da soja sobem forte no Brasil nesta 4ª feira
Campinas, SP, 16 de Maio de 2019 - Chicago ameniza baixas diante das últimas e fortes altas, mas mantém foco sobre clima adverso no Corn Belt. No entanto, analista alerta para fragilidade do movimento de alta diante da volatilidade do mercado climático americano. Demanda pela soja brasileira segue forte.

O mercado da soja teve mais um dia positivo na Bolsa de Chicago (CBOT), com um encerramento de quatro pontos nos principais vencimentos - o que também teve impacto para a formação dos preços no mercado brasileiro. O julho fechou o dia co US$ 8,35 por bushel.

Ao longo do dia, as altas passaram de 11 pontos. Mas Flávio França Jr, chefe do setor de grãos da Datagro Consultoria, ressalta que essa alta de ontem (14) e de hoje tem sustentação frágil. O combustível para o ganho dos preços, afinal, são as adversidades de clima no Meio-Oeste americano e, com a volatilidade do mercado climático, o movimento poderia perder força caso os novos mapas mostrem outro cenário.

O principal motivador foi o relatório de plantio divulgado na segunda-feira, que mostrou um atraso maior do que o considerado pelo mercado. Até o último domingo (12), os EUA tinha somente 9% de sua área de soja plantada, e as condições para os próximos dias não deverão permitir um forte avanço dos trabalhos de campo.

Houve também suporte por conta da melhora do tom nas conversas entre o governo norte-americano e o governo chinês, com o encontro dos dois países se aproximando, no G20.

As notícias, assim, motivaram a retomada dos investidores. Mas o mercado, como lembra França Jr, ainda não está convencido das perdas na soja e das áreas que serão plantadas nos Estados Unidos.

PREÇOS NO BRASIL

No Brasil, mesmo com Chicago amenizando as altas, os preços foram favorecidos por uma nova rodada de altas nos prêmios e também pelo dólar na casa dos R$ 4,00. O dia, poranto, foi novamente de bons negócios.

Em Paranaguá, os prêmios subiram entre 11,11% e 26,67%, com valores variando entre 80 e 95 cents de dólar nas principais posições de entrega. Sustentados - mesmo diante das altas dos últimos dias na CBOT - os valores têm permitido que boas altas nos preços da soja brasileira também sejam registrados.

No interior do Brasil, praticamente todas as praças de comercialização pesquisadas pelo Notícias Agrícolas registraram altas nesta quarta-feira. Os ganhos chegaram a até 5,34%, como foi o caso de Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, onde a saca fechou o dia com R$ 69,00.

Nos portos, os preços também subiram. No disponível, alta de 4% para R$ 78,00 por saca e de 2,01% em Rio Grande, para R$ 76,00. Para junho, altas de 3,29% e 2,67%, respectivamente, para R$ 78,50 e R$ 77,00. Em São Francisco do Sul, Santa Catarina, alta de 3,26% para R$ 79,20.

Prêmios para soja do Brasil ficam firmes apesar de alta em Chicago, diz S&P Global Platts
SÃO PAULO (Reuters) -
Os prêmios pagos pela soja do Brasil, que mais que dobraram no acumulado de maio, compensando uma queda nas cotações da bolsa de Chicago no início do mês, continuam firmes apesar de o mercado de referência global nos EUA ter registrado ganhos nas últimas três sessões, apontou a S&P Global Platts nesta quarta-feira.

O prêmio para exportação de soja geralmente age como uma espécie de antídoto para quedas em Chicago, e o contrário também é verdadeiro. Mas, nesses últimos dias, com o mercado registrando mais compras da China, os diferenciais não têm caminhado na intensidade oposta às altas em Chicago, como seria o normal.

Isso denota que a demanda chinesa por soja do Brasil está mais forte após EUA e China terem falhado na semana passada em obter um acordo comercial, afirmou à Reuters o editor para grãos e oleaginosas na América Latina da S&P Global Platts, Gustavo Bonato

"A demanda por soja do Brasil está muito aquecida", disse o especialista da empresa que realiza levantamentos de preços e diferenciais criados para dar referência aos mercados.

Os contratos futuros da soja para julho na bolsa de Chicago fecharam em alta de 4 centavos, a 8,355 dólares por bushel, após ter atingido quase 8,50 dólares na máxima da sessão desta quarta-feira.

Com o movimento desta quarta-feira, o contrato ganhou 4 por cento desde o início da semana, recuperando grande parte das perdas registradas no mês, período em que o mercado foi fortemente afetado por um colapso nas negociações comerciais entre China e EUA na semana passada.

Já os prêmios para embarque em Santos haviam mais do que dobrado no acumulado do mês, para 90 centavos de dólar por bushel, até terça-feira, e ficaram firmes ao longo desta quarta-feira. A S&P Global Platts só divulga os dados diários fechados ao final do dia.

O mesmo ocorreu com os preços na exportação em Santos, que haviam subido 10 dólares por toneladas ao longo do mês até terça-feira, para 338,61 dólares por tonelada (FOB).

Segundo Bonato, as incertezas geradas pela guerra comercial entre EUA e China tinham deixado operadores mais cautelosos em realizar grandes compras do Brasil nos últimos tempos, diante da possibilidade de um acordo sino-americano, que agora deve levar mais tempo.

"As incertezas sobre o 'trade war' no curto e médio prazos estão gerando um encurtamento do período de compras, quem está fazendo negócio, faz mais da mão para boca (dentro da necessidade), porque a pessoa não sabe se mais para frente vai ter soja dos EUA no mercado", disse ele.

Os norte-americanos contam com grande estoque de soja, após reduzirem seus embarques fortemente em 2018, diante da tarifa chinesa retaliatória de 25 por cento sobre o produto dos EUA, que trouxe grande parte da demanda da China ao Brasil, o maior exportador global.

Segundo Bonato, os agentes têm reportado negócios mais com soja do Brasil colocada na China, com tradings de médio e grande portes, com mais estrutura, fechando acordos na base custo e frete, o que lhes daria vantagens sobre concorrentes.

Um retorno mais forte da China ao mercado do Brasil poderia colaborar para uma eventual reversão da queda nas compras chinesas no país verificadas no primeiro quadrimestre.

O especialista comentou que a firmeza no prêmio também está associada à vontade de venda de produtores, que ficariam recuados se o diferencial se enfraquecesse.

De outro lado, ele disse ainda que, com os prêmios firmes apesar da alta em Chicago, os compradores estão mais recuados, enquanto a oferta se mantém relativamente estável, o que indica que o vendedor no Brasil "não está disposto a ceder muito".
(Notícias Agrícolas) (Carla Mendes e Izadora Pimenta)
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