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Clima colabora e safrinha de milho deve ser recorde
São Paulo, SP, 10 de Maio de 2019 - A antecipação do plantio de soja neste ciclo 2018/19 provocou perdas de produtividade nas lavouras da oleaginosa em diversos Estados do país, mas será responsável pela maior safrinha de milho da história. Isso porque praticamente 100% da área de inverno do cereal foi plantada dentro da "janela ideal" de semeadura - que vai até o fim de fevereiro -, o que garantiu bom rendimento.

Levantamento divulgado ontem pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) confirma o que já vinham sinalizando agricultores, analistas e consultorias: a safrinha será recorde. Conforme a estatal, o volume alcançará 69,1 milhões de toneladas, quase 30% maior que o do ciclo 2017/18, quando o clima foi desfavorável e provocou quebra em diversos polos produtivos, e volume superior ao recorde atual, de 2016/17 (67,4 milhões). Em relação à estimativa de abril, a de ontem apresenta aumento de 1 milhão de toneladas.



"As estrelas se alinharam e favoreceram a safrinha", brincou Guilherme Bellotti, analista sênior de agronegócio do Itaú BBA. Afora a janela ideal de plantio propiciada pela antecipação da semeadura de soja - que, geralmente, é a primeira cultura produzida na safra por agricultores que plantam milho safrinha -, o clima tem ajudado no desenvolvimento das lavouras.

"O clima acabou favorecendo bem. Não é à toa que temos visto sucessivas revisões de produção para cima", completou Bellotti. A própria Conab sinalizou que poderá efetuar novas correções para cima nos próximos meses. Isso porque, conforme o diretor de política agrícola e informações da estatal, Guilherme Bastos, as condições de solo e umidade estão "muito boas".

Nesta semana, a consultoria AgRural já foi mais otimista que a Conab, ao projetar a segunda safra de milho em 73,5 milhões de toneladas em 2018/19, 6 milhões de toneladas acima da projeção que divulgou em abril.

Se os sucessivos aumentos das projeções dão ânimo aos produtores, por outro faz cair as cotações do milho no mercado interno. Segundo o indicador de preços do milho da Esalq/BM&FBovespa, a saca de 60 quilos do cereal recuou 15% neste ano no mercado doméstico e cerca de 20% no acumulado de 12 meses.

No mercado externo, o cenário também não é muito animador, com cotações em queda em Chicago, refletindo impasses nas negociações entre Estados Unidos e China e as boas estimativas de produção no Brasil e na Argentina. Somente neste ano, a commodity acumula queda de 4,9% na bolsa de Chicago. Em 12 meses, a desvalorização é de 9,7%.

Ontem, a Conab manteve a perspectiva de abril de exportação de 31 milhões de toneladas de milho da safra 2018/19. Apesar de representar um aumento de pouco mais de 6 milhões de toneladas sobre o ciclo 2017/18, ainda será insuficiente para balancear a oferta de 110 milhões de toneladas - 95,3 milhões de toneladas de produção total no ciclo e estoques iniciais de 14,2 milhões de toneladas. O consumo interno do cereal está projetado em 62,5 milhões de toneladas.

"O Brasil teria de exportar mais para segurar quedas nos preços do milho, mas o cenário não é favorável", ponderou o analista do Itaú BBA. De acordo com ele, a questão do tabelamento do frete segue pressionando o preço do milho direcionado ao mercado exportador.

Ele pontua que atualmente, se a tabela fosse aplicada, representaria um aumento de entre R$ 5 e R$ 6 em relação ao valor precificado pelo mercado na rota de Sorriso (MT) até o porto de Paranaguá (PR). "Mas a verdade é que não temos milho para exportar neste momento. O que sabemos é que há um compromisso de maior fiscalização do frete aplicado e isso deve pesar na formação do preço do milho", disse.

Enquanto os fundamentos de oferta e demanda pelo cereal são baixistas, o produtor pode ter esperanças no cenário cambial. O dólar comercial tem flertado com a cotação de R$ 4, refletindo questões macroeconômicos e políticas, especialmente, o andamento da reforma da Previdência, que está na Comissão Especial da Câmara dos Deputados.

(Valor) (Kauanna Navarro)
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