Segunda-feira, 22 de Julho de 2019
Matérias-Primas

Soja fecha em queda na Bolsa de Chicago nesta 5ª feira
Campinas, SP, 12 de Abril de 2019 - com pressão das fracas vendas dos EUA


As vendas fracas de exportação dos EUA reportadas nesta quinta-feira (11) pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) pressionaram as cotações na Bolsa de Chicago e o mercado da soja fechou em campo negativo. Os principais contratos terminaram o dia perdendo pouco mais de 6 pontos, com o contrato maio valendo US$ 8,95 por bushel.

A manutenção da guerra comercial entre chineses e americanos mantém lenta a demanda pela soja americana por parte do maior comprador mundial e, consequentemente, a pressão sobre as cotações no mercado internacional.

O país vendeu apenas 270,4 mil toneladas de soja em grão na semana encerrada de 4 de abril. As expectativas do mercado, no entanto, variavam de 800 mil a 1,250 milhão de toneladas.

O volume ficou 61% abaixo do registrado na semana anterior e é 37% menor do que a média das últimas quatro semanas. O México foi o maior comprador da oleginosa americana na semana em questão. Assim, com esses baixos números, o programa americano de exportações se mostra bastante atrasado.

No acumulado da temporada, os EUA já possui 43.990,1 milhões de toneladas de soja comprometidas, enquanto no ano passado eram mais de 52 milhões neste mesmo período. O USDA estima as exportações americanas em 51,03 milhões de toneladas em todo o ano comercial 2018/19, que se encerra em 31 de agosto.

"Apesar das publicações de Trump sobre um “bom relacionamento” com os chineses, os sinais do mercado indicam um cenário antagônico. A ARC lembra que quanto mais tempo levar a tentativa de reconciliação comercial, maior será a dificuldade de talhar um memorando reconciliatório entre estadunidenses e chineses", explicam os analistas da consultoria ARC Mercosul.

O clima adverso nos EUA também é acompanhado de perto, porém, nos preços da soja ainda não causa grandes reações. No entanto, as chuvas fortes, a neve e o frio intenso permanecem no radar dos traders, mas disputando espaço com as informações - ainda limitadas - da guerra comercial.

As chuvas fortes e a neve continuam chegando a diversas partes do Meio-Oeste dos Estados Unidos e preocupando muitos produtores que estão no início da nova safra de grãos do país. De acordo com informações do portal AgWeb, os estados de Nebraska, Iowa, Minnesotta e Dakota do Sul deverão receber pelo menos mais algumas tempestades e precipitações de mais de 100 mm em locais onde há muitos hectares já saturados pela umidade.

"Ainda estamos nos recuperando do último ciclone e das enchentes. Esta tempestade agora está testando nossa vontade, nosso psicológico sobre o que faremos com a terra que nos resta", diz o produtor Craig Frenzen, de 55 anos, do Nebraska à Reuters Internacional.

Mercado Nacional

No Brasil, mais uma vez as mudanças foram pontuais nesta quinta-feira. Em quase todas as praças de comercialização do interior do país, as referências permaneceram estáveis. Ainda assim, foi possível observar altas de 2,50% em Sorriso/MT, para R$ 61,50 por saca, ou queda de 0,30% oara R$ 66,30 em Jataí/GO.

Nos portos, os preços terminaram o dia com pequenas baixas, mas ainda se mantendo no intervalo que vem sendo registrado nos últimos dias. No spot, R$ 76,00 em Paranaguá e R$ 75,50 em Rio Grande, com estabilidade e perda de 0,26%. Para o mês seguinte, R$ 76,80 no terminal paranaense e R$ 76,00 no gaúcho, recuando, respectivamente, 0,26% e 0,39%.
(Notícias Agrícolas) (Carla Mendes)
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