Sábado, 24 de Agosto de 2019
Análise

Produtor tem de considerar os prêmios de exportação nas negociações

Para Rabobank, entender a formação de preços é fundamental para os produtores na hora de comercializar
São Paulo, SP, 22 de Fevereiro de 2019 - As margens na comercialização de produtos agrícolas ficam cada vez mais
estreitas. É importante que o produtor faça um monitoramento do mercado
e das variáveis que compõem os preços.
No caso da soja, entender os componentes da precificação do produto é
muito importante na hora da comercialização. Aproveitar as oportunidades
do mercado ajuda a proteger as margens de comercialização.

A avaliação é de Victor Ikeda, analista de grãos do Rabobank, um banco
voltado para o agronegócio.
A busca de melhores margens começa em uma operação de redução de
custos e passa pelos preços de Chicago, prêmios de exportação, frete e dólar futuro.
Ikeda diz que, logo após uma safra, o produtor já deve definir as estratégias de comercialização da próxima. E o prêmio de exportação é um dos componentes entre os que devem ser considerados.

O prêmio vai depender das condições portuárias, que levam em
consideração tempo e condições do embarque. Além disso, frete marítimo,
oferta de produto, demanda e até relações comerciais entre países —como a
guerra comercial entre Estados Unidos e China— fazem parte desse processo

Esses fatores podem levar os prêmios de exportação a ter ágio, em relação
aos preços da Bolsa de Chicago, ou deságio.
“É preciso entender o que está por trás dos preços de negociações, e o
prêmio é um deles”, diz Ikeda.
Cada safra tem características e fatores próprios, mas é interessante o
produtor avaliar e entender os riscos e as oportunidades do negócio para
tentar aplicar em negociações futuras.

Segundo o analista, o Rabobank fez um estudo sobre o comportamento dos
prêmios nos últimos dez anos no Brasil. O resultado mostrou que houve a
possibilidade de aumento das receitas obtidas pelos produtores de soja em
seis das dez safras avaliadas.
O ano passado pode ser considerado um ponto fora da curva. Produtores que
conseguiram aproveitar os melhores preços de Chicago e o pico dos prêmios
no Brasil tiveram um bom rendimento.

Quebra de safra na Argentina, produção recorde nos Estados Unidos,
demanda da China e guerra comercial entre americanos e chineses alteraram
muito o mercado de soja em 2018.
Ikeda diz que esses fatores deixaram os preços de Chicago e os prêmios no
Brasil com comportamento bastante distinto.
Em março de 2018, a soja chegou a US$ 10,46 por bushel em Chicago. O
prêmio era de US$ 0,60. Acertou o produtor que travou os preços com base
em Chicago e não efetivou vendas físicas.
Em julho, os prêmios atingiram US$ 1,16, e os preços da soja caíram em
Chicago. No pico do prêmio, o contrato de março de 2019 estava em US$ 8,54
por bushel. O preço futuro de Paranaguá (PR) estava, portanto, em US$ 9,70
(US$ 21,28 por saca).
Quem estava com as negociações travadas em US$ 10,46 em Chicago e
reverteu a posição recebeu um ajuste positivo de US$ 1,63 bushel (US$ 3,60
por saca), já descontado o Imposto de Renda.

Para garantir proteção, o produtor deveria vender a produção no mercado
físico pelo preço de Chicago mais o prêmio de março de 2019.
O valor da saca seria de US$ 24,98 (US$ 21,38 do preço de Chicago e US$ 3,60 do ajuste).
Claro que a possibilidade de um produtor ter feito negócios exatamente
nesses dois momentos (Chicago e prêmio) é remota.
O prêmio de exportação, porém, deverá ser mais um componente a ser
olhado pelo setor no momento das negociações. Tradicionalmente menor
nos primeiros meses do ano, período de pico das exportações brasileiras,
pode ganhar força nos meses seguintes. Essa é uma estratégia de comercialização 2.0, segundo o analista do banco.
(Folha de São Paulo) (Mauro Zafalon)
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